Suspeito de matar CEO é indiciado por homicídio como ato de terrorismo nos EUA
Luigi Mangione é acusado pelo assassinato de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, maior seguradora de saúde dos Estados Unidos
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SBT News
17/12/2024, 23:26 • Atualizado em 17/12/2024, 23:27
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O homem acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, nos Estados Unidos, foi formalmente indiciado por homicídio como ato de terrorismo, anunciaram os promotores nesta terça-feira (17).
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De acordo com Alvin Bragg, promotor do distrito de Manhattan, o assassinato teve como objetivo "provocar terror" entre a população. "E vimos essa reação", afirmou Bragg. O advogado de Mangione, Karen Friedman Agnifilo, recusou-se a comentar o caso.
Os promotores embasaram a nova acusação em uma lei antiterrorismo de Nova York, implementada após os ataques de 11 de setembro. Segundo a legislação, crimes podem ser classificados como atos terroristas quando têm a intenção de intimidar ou coagir a população, influenciar políticas governamentais por meio de violência ou afetar condutas institucionais.
Desde sua criação, a lei foi usada em diferentes contextos, inclusive contra membros de gangues. No entanto, nem sempre os casos resultaram em condenações por terrorismo. Em 2002, a mais alta corte do estado rejeitou a acusação após uma menina de 10 anos ser morta em um tiroteio no Bronx, levando a um novo julgamento com condenações alternativas.
Caso gerou indignação
Brian Thompson, 50 anos, foi baleado enquanto caminhava em direção ao hotel onde acontecia uma conferência de investidores da UnitedHealthcare, a maior seguradora de saúde dos Estados Unidos, sediada em Minnesota.
A morte de Thompson gerou indignação em diversos setores, com críticas intensas às práticas das seguradoras de saúde no país. Nas redes sociais e em outros canais, muitos americanos compartilharam histórias sobre cobertura negada, disputas entre médicos e empresas e as dificuldades com contas médicas elevadas.
Além disso, o crime repercutiu entre executivos, especialmente após cartazes com imagens e nomes de outros dirigentes do setor de saúde serem espalhados pelas ruas de Nova York. Em algumas redes sociais, usuários exaltaram o ataque como uma vingança.
Jessica Tisch, comissária de polícia de Nova York, condenou qualquer tentativa de justificar o crime. “Racionalizar isso é vil, imprudente e ofensivo aos nossos princípios de justiça,” declarou nesta terça-feira.
*com informações da Associated Press
Suspeito de matar CEO é indiciado por homicídio como ato de terrorismo nos EUALuigi Mangione é acusado pelo assassinato de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, maior seguradora de saúde dos Estados UnidosMundo2024-12-17T23:26:16.618ZO homem acusado de , nos Estados Unidos, foi formalmente indiciado por homicídio como ato de terrorismo, anunciaram os promotores nesta terça-feira (17). Luigi Mangione, que já enfrentava acusações de homicídio pelo assassinato de Brian Thompson em 4 de dezembro, agora responderá pela nova acusação. De acordo com Alvin Bragg, promotor do distrito de Manhattan, o assassinato teve como objetivo "provocar terror" entre a população. "E vimos essa reação", afirmou Bragg. O advogado de Mangione, Karen Friedman Agnifilo, recusou-se a comentar o caso. Os promotores embasaram a nova acusação em uma lei antiterrorismo de Nova York, implementada após os ataques de 11 de setembro. Segundo a legislação, crimes podem ser classificados como atos terroristas quando têm a intenção de intimidar ou coagir a população, influenciar políticas governamentais por meio de violência ou afetar condutas institucionais. Desde sua criação, a lei foi usada em diferentes contextos, inclusive contra membros de gangues. No entanto, nem sempre os casos resultaram em condenações por terrorismo. Em 2002, a mais alta corte do estado rejeitou a acusação após uma menina de 10 anos ser morta em um tiroteio no Bronx, levando a um novo julgamento com condenações alternativas. Caso gerou indignação Brian Thompson, 50 anos, foi baleado enquanto caminhava em direção ao hotel onde acontecia uma conferência de investidores da UnitedHealthcare, a maior seguradora de saúde dos Estados Unidos, sediada em Minnesota. A morte de Thompson gerou indignação em diversos setores, com críticas intensas às práticas das seguradoras de saúde no país. Nas redes sociais e em outros canais, muitos americanos compartilharam histórias sobre cobertura negada, disputas entre médicos e empresas e as dificuldades com contas médicas elevadas. Além disso, o crime repercutiu entre executivos, especialmente após cartazes com imagens e nomes de outros dirigentes do setor de saúde serem espalhados pelas ruas de Nova York. Em algumas redes sociais, usuários exaltaram o ataque como uma vingança. Jessica Tisch, comissária de polícia de Nova York, condenou qualquer tentativa de justificar o crime. “Racionalizar isso é vil, imprudente e ofensivo aos nossos princípios de justiça,” declarou nesta terça-feira. *com informações da Associated PressSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/suspeito-de-matar-ceo-e-indiciado-por-homicidio-como-ato-de-terrorismo-nos-eua
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