SpaceX prepara 13º voo do maior foguete do mundo para quinta
Entenda o que deu errado no último teste da Starship
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Guilherme Latorre
14/07/2026, 09:57 • Atualizado em 14/07/2026, 09:57
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Starship | Foto: SpaceX / Flickr
Prepara a pipoca que o maior foguete do mundo já tem data e hora para voar. Se tudo der certo, claro: quinta-feira, 16 de julho, entre 20h45 e 22h15, no horário de Brasília.
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O novo lançamento marca uma série de mudanças feitas pela SpaceX, do magnata Elon Musk, depois de falhas no voo 12, que levaram a agência de aviação americana, a FAA, a abrir uma investigação.
Um dos principais problemas, revelado pela companhia, foi uma falha no momento da separação entre o foguete e a nave, uma manobra conhecida como "hot stage" (ou "separação a quente", na tradução do inglês).
Os motores da Starship são ligados quando ainda está acoplado ao "Super Heavy", como é chamado o propulsor de primeiro estágio da SpaceX. Mas uma pequena diferença no momento em que os motores são ligados modificou a posição que o foguete deveria estar depois da separação, causando um erro de 90 graus na orientação.
Em seguida, o propulsor até tentou ligar os motores para fazer a queima de retorno, mas cinco dos 33 motores Raptor falharam, o que causou o fim prematuro da manobra.
O resultado foi uma queda fora da zona de pouso planejada e uma explosão no momento do impacto na água.
Na Starship as falhas foram menos graves. Um dos motores não funcionou em voo, o que impediu a nave de fazer um teste muito importante de religar o propulsor no espaço.
Apesar disso, o teste foi considerado um sucesso. E permitiu aos engenheiros bolar um plano para o novo lançamento, na quinta-feira.
A sequência de acionamento dos motores foi modificada para evitar falhas de variação no tempo dos estágios e garantir que o Super Heavy consiga se posicionar corretamente antes do pouso controlado no Golfo do México.
Na Starship, os engenheiros fizeram modificações de hardware e na operação do sistema de propulsão para corrigir a série de defeitos que causou o problema no voo anterior.
Para este voo a SpaceX programou testes inéditos
Várias telhas do escudo de calor foram trocadas para poder medir o impacto da pressão aerodinâmica na decolagem e no futuro poder transportar ainda mais carga.
Além disso, algumas telhas foram pintadas de branco, para simular visualmente a falta do equipamento de proteção e servir como alvos para os satélites analisarem a integridade da estrutura.
Na bagagem, o maior foguete do mundo vai levar para o espaço 20 satélites funcionais da nova geração do Starlink. Eles devem ser liberados no espaço, abrir painéis solares e antenas e tentar se conectar a rede de internet via comunicação a laser.
Seis deles ainda possuem câmeras a bordo, então se prepare para imagens espetaculares direto do espaço, e ao vivo. Se você chegou até aqui, um pequeno resumo para saber tudo que é importante no voo 13 da Starship.
Se tudo der certo, no voo 13 o propulsor Super Heavy vai fazer o lançamento e se separar da Starship com sucesso. O principal objetivo do teste é completar a queima de retorno e concluir a descida com um pouso suave e controlado no mar do Golfo do México.
Depois da separação, a Starship deve entrar em uma trajetória suborbital, com velocidades próximas de 27 mil km/h, religar um dos motores no espaço, fazer a liberação de 20 satélites Starlink V3 antes de fazer uma reentrada controlada e um pouso no Oceano Índico.
Alerta de spoiler: Se tudo der certo, no voo 14, a SpaceX vai tentar capturar o Super Heavy no ar de volta na torre de lançamento.
SpaceX prepara 13º voo do maior foguete do mundo para quintaEntenda o que deu errado no último teste da StarshipMundo2026-07-14T09:57:35.760ZPrepara a pipoca que o maior foguete do mundo já tem data e hora para voar. Se tudo der certo, claro: quinta-feira, 16 de julho, entre 20h45 e 22h15, no horário de Brasília. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O novo lançamento marca uma série de mudanças feitas pela SpaceX, do magnata Elon Musk, depois de falhas no voo 12, que levaram a agência de aviação americana, a FAA, a abrir uma investigação. Um dos principais problemas, revelado pela companhia, foi uma falha no momento da separação entre o foguete e a nave, uma manobra conhecida como "hot stage" (ou "separação a quente", na tradução do inglês). + Os motores da Starship são ligados quando ainda está acoplado ao "Super Heavy", como é chamado o propulsor de primeiro estágio da SpaceX. Mas uma pequena diferença no momento em que os motores são ligados modificou a posição que o foguete deveria estar depois da separação, causando um erro de 90 graus na orientação. Em seguida, o propulsor até tentou ligar os motores para fazer a queima de retorno, mas cinco dos 33 motores Raptor falharam, o que causou o fim prematuro da manobra. O resultado foi uma queda fora da zona de pouso planejada e uma explosão no momento do impacto na água. Na Starship as falhas foram menos graves. Um dos motores não funcionou em voo, o que impediu a nave de fazer um teste muito importante de religar o propulsor no espaço. Apesar disso, o teste foi considerado um sucesso. E permitiu aos engenheiros bolar um plano para o novo lançamento, na quinta-feira. A sequência de acionamento dos motores foi modificada para evitar falhas de variação no tempo dos estágios e garantir que o Super Heavy consiga se posicionar corretamente antes do pouso controlado no Golfo do México. Na Starship, os engenheiros fizeram modificações de hardware e na operação do sistema de propulsão para corrigir a série de defeitos que causou o problema no voo anterior. Para este voo a SpaceX programou testes inéditos Várias telhas do escudo de calor foram trocadas para poder medir o impacto da pressão aerodinâmica na decolagem e no futuro poder transportar ainda mais carga. Além disso, algumas telhas foram pintadas de branco, para simular visualmente a falta do equipamento de proteção e servir como alvos para os satélites analisarem a integridade da estrutura. Na bagagem, o maior foguete do mundo vai levar para o espaço 20 satélites funcionais da nova geração do Starlink. Eles devem ser liberados no espaço, abrir painéis solares e antenas e tentar se conectar a rede de internet via comunicação a laser. Seis deles ainda possuem câmeras a bordo, então se prepare para imagens espetaculares direto do espaço, e ao vivo. Se você chegou até aqui, um pequeno resumo para saber tudo que é importante no voo 13 da Starship. Se tudo der certo, no voo 13 o propulsor Super Heavy vai fazer o lançamento e se separar da Starship com sucesso. O principal objetivo do teste é completar a queima de retorno e concluir a descida com um pouso suave e controlado no mar do Golfo do México. Depois da separação, a Starship deve entrar em uma trajetória suborbital, com velocidades próximas de 27 mil km/h, religar um dos motores no espaço, fazer a liberação de 20 satélites Starlink V3 antes de fazer uma reentrada controlada e um pouso no Oceano Índico. + Alerta de spoiler: Se tudo der certo, no voo 14, a SpaceX vai tentar capturar o Super Heavy no ar de volta na torre de lançamento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/space-x-prepara-13-voo-do-maior-foguete-do-mundo-para-quinta
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