Rússia se diz pronta para ouvir propostas por acordo de paz
Mas dá a entender que não vai abrir mão de territórios ocupados; Declaração foi dada pelo vice-ministro das Relações Exteriores de Moscou
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André de Sena, com informações da Reuters
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, em Moscou | Anastasia Barashkova/Reuters
O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov disse que o Kremlin está pronto para ouvir novas ideias para dar um fim à guerra com a Ucrânia, mas ressaltou que as propostas devem atender às "realidades no terreno". Atualmente, a Rússia ocupa aproximadamente um quinto do território ucraniano reconhecido internacionalmente. A declaração foi dada durante uma entrevista ao veículo de comunicação News.ru, publicada nesta sexta-feira (21).
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“A Federação Russa está pronta para ouvir quaisquer propostas e ideias razoáveis que estejam alinhadas com os objetivos estabelecidos pelo presidente russo e atendam às ‘realidades no terreno’”, afirmou o diplomata.
Em setembro, a Rússia vai realizar eleições parlamentares em quatro regiões ucranianas: Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, que estão parcialmente ocupadas; além de Luhansk, que o Kremlin afirma dominar completamente. O governo ucraniano afirma que essa medida é ilegal e que as votações não terão validade.
Na entrevista, Ryabkov também disse que o governo dos Estados Unidos demonstrou “compreensão da posição" de Moscou e disposição para um “diálogo construtivo”. “Nesta fase, o mais importante é até que ponto Washington é capaz de influenciar as decisões do regime de Kiev e de seus patrocinadores europeus, que ainda sonham com uma ‘derrota estratégica’ da Rússia”, disse.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse no mês passado que Washington estava comprometida em ajuda a pôr um fim à guerra, mas fez a ressalva de que não havia um acordo rápido à vista. A fala ocorreu após um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Nesta quinta-feira (20), o Kremlin que ainda não tinha informações sobre uma possível nova visita a Moscou dos enviados especiais dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff, que já protagonizaram negociações com a Rússia no passado. Desde a eclosão no conflito no Oriente Médio, em fevereiro, as atenções de Washington estão voltadas ao Irã.
Escassez de gasolina
As falas do vice-ministro russo ocorrem em meio a um cenário de escassez de gasolina na Rússia, causado pelos ataques de drones ucranianos contra refinarias e pela alta demanda sazonal. O problema de abastecimento começou em maio e, em julho, já havia se espalhado para a maioria das regiões russas.
Nesta sexta-feira (21), motoristas da cidade de Rostov-on-Don, na região sul do país, enfrentaram longas filas em postos de combustível, tendo que esperar horas para reabastecerem seus veículos. "A situação na cidade é realmente muito ruim. Os postos de gasolina estão fechados ou, se estiverem abertos, o estoque está muito baixo", disse Inna, uma moradora local, à agência de notícias Reuters.
Enquanto Kiev foca nas refinarias russas, Moscou realiza uma ofensiva na infraestrutura portuária e em navios ucranianos no Mar Negro. Segundo o Ministério da Infraestrutura da Ucrânia, as Forças Armadas da Rússia atacaram 52 embarcações civis em julho e na primeira quinzena de agosto, muitas delas transportavam alimentos. O conflito já se arrasta há mais de quatro anos.
Na entrevista, o diplomata russo também sugeriu que Moscou está disposta a manter discussões sobre armas nucleares com Washington. Em fevereiro, o tratado News Start, que limitava o arsenal estratégico de cada país a 1.550 ogivas e 800 sistemas de lançamento, expirou.
O governo russo afirma que vai continuar a respeitar essas restrições mesmo sem a renovação do acordo, desde que os Estados Unidos façam o mesmo. “Continuamos abertos, no futuro, a encontrar caminhos políticos e diplomáticos para estabilizar essa área”, disse Ryabkov.
Rússia se diz pronta para ouvir propostas por acordo de pazMas dá a entender que não vai abrir mão de territórios ocupados; Declaração foi dada pelo vice-ministro das Relações Exteriores de MoscouMundo2026-08-21T14:46:06.918ZO vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov disse que o Kremlin está pronto para ouvir novas ideias para dar um fim à guerra com a Ucrânia, mas ressaltou que as propostas devem atender às "realidades no terreno". Atualmente, a Rússia ocupa aproximadamente um quinto do território ucraniano reconhecido internacionalmente. A declaração foi dada durante uma entrevista ao veículo de comunicação News.ru, publicada nesta sexta-feira (21). “A Federação Russa está pronta para ouvir quaisquer propostas e ideias razoáveis que estejam alinhadas com os objetivos estabelecidos pelo presidente russo e atendam às ‘realidades no terreno’”, afirmou o diplomata. Em setembro, a Rússia vai realizar eleições parlamentares em quatro regiões ucranianas: Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, que estão parcialmente ocupadas; além de Luhansk, que o Kremlin afirma dominar completamente. O governo ucraniano afirma que essa medida é ilegal e que as votações não terão validade. Na entrevista, Ryabkov também disse que o governo dos Estados Unidos demonstrou “compreensão da posição" de Moscou e disposição para um “diálogo construtivo”. “Nesta fase, o mais importante é até que ponto Washington é capaz de influenciar as decisões do regime de Kiev e de seus patrocinadores europeus, que ainda sonham com uma ‘derrota estratégica’ da Rússia”, disse. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse no mês passado que Washington estava comprometida em ajuda a pôr um fim à guerra, mas fez a ressalva de que não havia um acordo rápido à vista. A fala ocorreu após um Nesta quinta-feira (20), o Kremlin que ainda não tinha informações sobre uma possível nova visita a Moscou dos enviados especiais dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff, que já protagonizaram negociações com a Rússia no passado. Desde a eclosão no conflito no Oriente Médio, em fevereiro, as atenções de Washington estão voltadas ao Irã. Escassez de gasolina As falas do vice-ministro russo ocorrem em meio a um cenário de escassez de gasolina na Rússia, causado pelos ataques de drones ucranianos contra refinarias e pela alta demanda sazonal. O problema de abastecimento começou em maio e, em julho, já havia se espalhado para a maioria das regiões russas. Nesta sexta-feira (21), motoristas da cidade de Rostov-on-Don, na região sul do país, enfrentaram longas filas em postos de combustível, tendo que esperar horas para reabastecerem seus veículos. "A situação na cidade é realmente muito ruim. Os postos de gasolina estão fechados ou, se estiverem abertos, o estoque está muito baixo", disse Inna, uma moradora local, à agência de notícias Reuters. Enquanto Kiev foca nas refinarias russas, Moscou realiza uma ofensiva na infraestrutura portuária e em navios ucranianos no Mar Negro. Segundo o Ministério da Infraestrutura da Ucrânia, as Forças Armadas da Rússia atacaram 52 embarcações civis em julho e na primeira quinzena de agosto, muitas delas transportavam alimentos. O conflito já se arrasta há mais de quatro anos. Armas nucleares Na entrevista, o diplomata russo também sugeriu que Moscou está disposta a manter discussões sobre armas nucleares com Washington. Em fevereiro, o tratado News Start, que limitava o arsenal estratégico de cada país a 1.550 ogivas e 800 sistemas de lançamento, expirou. O governo russo afirma que vai continuar a respeitar essas restrições mesmo sem a renovação do acordo, desde que os Estados Unidos façam o mesmo. “Continuamos abertos, no futuro, a encontrar caminhos políticos e diplomáticos para estabilizar essa área”, disse Ryabkov.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/russia-se-diz-pronta-para-ouvir-propostas-por-acordo-de-paz