Reino Unido e França anunciam bases militares na Ucrânia em caso de acordo de paz
Plano foi apresentado após reunião da Coalizão dos Dispostos, em Paris, e prevê envio de tropas com apoio dos EUA


Vicklin Moraes
O Reino Unido e a França anunciaram nesta terça-feira (6) que pretendem estabelecer bases militares na Ucrânia caso seja firmado um acordo de paz com a Rússia. A informação foi confirmada em coletiva de imprensa após reunião da chamada Coalizão dos Dispostos, realizada em Paris.
Segundo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, foi assinada uma declaração de intenções sobre o envio de tropas para o território ucraniano “caso haja um acordo de paz”. “Estamos mais perto desse objetivo do que nunca”, afirmou. “Os passos mais difíceis ainda estão por vir.”
Starmer disse ainda que a reunião foi “muito construtiva” e destacou que a Coalizão dos Dispostos busca alcançar uma paz duradoura em coordenação com os Estados Unidos. “O objetivo é garantir a segurança da Ucrânia a longo prazo”, declarou.
Segundo o premiê britânico, o plano inclui três eixos principais: o apoio continuado ao fornecimento de armamentos para a defesa ucraniana; a adoção de compromissos vinculativos de assistência em caso de um futuro ataque armado por parte da Rússia; e a manutenção da pressão sobre Moscou, incluindo novas medidas contra comerciantes de petróleo e operadores de frotas paralelas que, segundo ele, financiam o esforço de guerra do presidente russo, Vladimir Putin.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que houve “progressos consideráveis” nas discussões. Segundo ele, a declaração da coalizão reconhece, pela primeira vez, a convergência operacional entre os 35 países que compõem o grupo, a Ucrânia e os Estados Unidos. “Estamos falando de garantias de segurança robustas”, disse.
Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o acordo como “muito concreto”. O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, afirmou que o presidente Donald Trump deseja o fim do conflito.
Segundo Witkoff, as negociações também avançam para um acordo de reconstrução e prosperidade no pós-guerra. “Estamos muito perto de concluir um acordo tão robusto quanto qualquer outro visto após conflitos como este. Estamos determinados a fazer tudo o que for possível para alcançar essa paz”, afirmou.









