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Premiê da Groenlândia diz que ataque dos EUA à região é improvável, mas não descarta risco

Primeiro-ministro do território ártico reage às ameaças de Donald Trump sobre uso da força para controlar a ilha

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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta terça-feira (20) que considera improvável o uso de força militar contra o território ártico, mas ressaltou que essa possibilidade não pode ser totalmente descartada diante das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Em coletiva de imprensa, Nielsen declarou que, embora não acredite em um ataque iminente, é “importante estar preparado” para qualquer cenário. Ele falou por meio de um tradutor e destacou a necessidade de vigilância diplomática e política.

Ameaças sobre a Groenlândia e mensagens a Macron

Também nesta terça-feira (20), Donald Trump disse que “não há volta atrás” em seu objetivo de controlar a Groenlândia e se recusou a descartar a possibilidade de tomar o território pela força militar.

Na madrugada, ele publicou mensagens endereçadas a ele pelo presidente da França, Emmanuel Macron. O francês disse a Trump que não entendia o que o presidente dos Estados Unidos estava "fazendo na Groenlândia" e se ofereceu para sediar uma reunião do G7 convidando a Rússia e outros países.

Nas mensagens, Macron disse a Trump que poderia convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos para participar à margem da reunião do G7, e também convidou Trump para jantar com ele em Paris.

Uma fonte próxima a Macron disse que as mensagens compartilhadas por Trump eram autênticas. As respostas de Trump, se é que houve alguma, não faziam parte da captura de tela que ele postou na madrugada de terça-feira. A Casa Branca e o gabinete de Macron não responderam a um pedido de comentário.

Macron, dirigindo-se a Trump como seu "amigo" nas mensagens, disse que estava "totalmente alinhado" com Trump sobre a Síria e que eles poderiam fazer "grandes coisas sobre o Irã".

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