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Polícia de Londres prende quase 500 pessoas em protesto pró-Palestina

Manifestantes se reuniram na Praça do Parlamento com cartazes em apoio grupo "Palestine Action" proibido no Reino Unido sob a legislação antiterrorismo

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Vídeos mostram participantes com lenços palestinos e faixas com mensagens como “Eu me oponho ao genocídio | Reuters
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A Polícia Metropolitana de Londres prendeu quase 500 pessoas neste sábado (9) durante um protesto contra a decisão do governo britânico de banir o grupo Palestine Action. Manifestantes se reuniram na Praça do Parlamento com cartazes em apoio à organização, proibida no Reino Unido desde julho sob a legislação antiterrorismo.

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A medida foi aprovada após membros do grupo invadirem uma base da Força Aérea Real e danificarem aeronaves, em protesto contra o apoio britânico a Israel. Ser membro da entidade agora é crime, com pena de até 14 anos de prisão.

Vídeos mostram participantes com lenços palestinos e faixas com mensagens como “Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio a Palestine Action”. Segundo a polícia, novas prisões ainda podem ocorrer. Na semana passada, a cofundadora do grupo, Huda Ammori, conseguiu vitória parcial na Justiça contra a proibição.

Protestos em Berlim

Em Berlim, cerca de 250 manifestantes se reuniram no Checkpoint Charlie, um dos pontos turísticos mais visitados da capital alemã, pedindo “liberdade para a Palestina” e o fim do “genocídio” em Gaza. A mobilização foi pacífica, apesar da presença de um pequeno grupo de apoiadores de Israel do outro lado da rua.

O ato na Alemanha ocorreu um dia depois de ministros das Relações Exteriores de países como Austrália, Itália, Nova Zelândia, Reino Unido e da própria Alemanha condenarem a decisão do gabinete de segurança israelense de lançar uma nova ofensiva de larga escala na Faixa de Gaza. Pressões internas também crescem: pesquisa divulgada pela ARD-DeutschlandTREND mostra que 66% dos alemães querem que o governo aumente a cobrança para que Israel mude sua conduta no conflito.

Escalada de morte em Gaza

Enquanto isso, a situação humanitária em Gaza se agrava. Autoridades locais afirmam que 61.369 palestinos já morreram desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023. Apenas nas últimas 24 horas, foram 39 mortos e 491 feridos. Hospitais também relataram 11 novas mortes por fome e desnutrição, elevando para 212 o total de vítimas dessa causa, incluindo 98 crianças.

O Hamas declarou estar pronto para um acordo que libere todos os reféns, mas advertiu que Israel “pagará um preço alto” por sua planejada ocupação da Cidade de Gaza. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a aprovação de uma estratégia para eliminar o grupo, aumentando a preocupação de líderes internacionais, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Paralelamente, Catar e Estados Unidos articulam uma proposta abrangente de cessar-fogo, que deve ser apresentada a Israel e ao Hamas nas próximas duas semanas. O plano será tema central do encontro entre o primeiro-ministro e chanceler do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, e o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, neste sábado, em Ibiza, Espanha.

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