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Pequim apoia participação da África do Sul no G20

Após os EUA impedirem a participação do país na reunião de ministros das Relações Exteriores, Pequim se manifesta

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Gabriel Durvalino
Pequim apoia a participação da África do Sul no G20

Pequim apoia a participação da África do Sul no G20

Nesta sexta-feira (30), a China defendeu a participação da África do Sul nas reuniões do G20, após os Estados Unidos impedirem a presença do país em um encontro de ministros das Relações Exteriores, em Atlanta.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a África do Sul é um membro importante e que Pequim apoia a continuidade da participação do país nas atividades do grupo.

“O G20 é um fórum importante para a cooperação econômica internacional e desempenha um papel fundamental no avanço do multilateralismo, na promoção do crescimento econômico global e na melhoria da governança global”, disse.
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, será o anfitrião da reunião, realizada nesta sexta-feira (30) e no sábado (31). A África do Sul não foi convidada, apesar de ser membro pleno do G20.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, participou do encontro. Já a China enviou um vice-ministro das Relações Exteriores.

A tensão entre os países ocorre após o boicote de Washington à cúpula do G20 de 2025, realizada na África do Sul. Na ocasião, o presidente Donald Trump fez acusações de perseguição e confisco de terras contra sul-africanos brancos.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, classificou as alegações como “desinformação flagrante”. Pretória mantém a posição de que sua participação no G20 não pode ser cancelada pelo país anfitrião.

As tensões dentro do grupo também aumentaram em setembro, quando a China bloqueou o consenso sobre partes de uma declaração dos ministros das Finanças. O documento tratava dos desequilíbrios econômicos globais e de outras questões. A próxima cúpula de líderes do G20 está prevista para ocorrer em Miami, nos dias 14 e 15 de dezembro.

China nega operação contra chefe da Nvidia

Durante a coletiva, Guo Jiakun também negou uma reportagem que afirmava que Jensen Huang, chefe da Nvidia, teria sido alvo de uma operação de inteligência chinesa.

“As reportagens em questão são infundadas e não passam de campanhas de calúnia e difamação contra a China”, afirmou.

Segundo a reportagem, que citou funcionários da inteligência dos EUA e executivos do setor, agências dos Estados Unidos acreditavam que Alice Huang, executiva ligada à Megaspeed, cliente da Nvidia com sede em Singapura, seria uma agente da inteligência chinesa e teria desenvolvido uma relação próxima com Jensen Huang.

A Megaspeed também foi alvo de críticas após alegações de que chips avançados da Nvidia estariam sendo desviados para a China.

A Nvidia afirmou que a relação era um contato comercial comum e negou que informações confidenciais tivessem sido compartilhadas.

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