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ONU suspende resgate de marinheiros após ataque em Ormuz

Organização Marítima interrompe operações para resgatar marinheiros após navio, que não fazia parte do plano, relatar ataque perto de Omã

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Caroline Vale
25/06/2026, 23:16 • Atualizado em 25/06/2026, 23:18
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Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã 12 de abril de 2026 | Divulgação/Reuters

Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã 12 de abril de 2026 | Divulgação/Reuters

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, suspendeu temporariamente suas operações de escolta de navios no Estreito de Ormuz após uma embarcação que não fazia parte do plano relatar ter sido alvo de um ataque nas proximidades de Omã. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (25) pelo secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez.

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Em publicação nas redes sociais, Dominguez afirmou ter sido informado sobre um ataque ocorrido no Golfo de Omã. Segundo ele, o plano de evacuação e escolta coordenado pela IMO permanecerá suspenso até que haja mais clareza sobre a situação.

"Fui informado de um ataque hoje no Golfo de Omã. A segurança dos marinheiros continua sendo de máxima importância. Para garantir uma abordagem coordenada e a segurança na navegação, o plano de evacuação da IMO será pausado até maior clareza", declarou.

Segundo ele, a embarcação atingida não constava sob o quadro de evacuação da agência. O navio cargueiro foi atingido por um projétil próximo à costa de Omã, de acordo com informações divulgadas pela agência naval britânica UKMTO. As autoridades ainda não confirmaram, oficialmente, a autoria do ataque.

O incidente ocorreu horas depois de autoridades iranianas alertarem embarcações que utilizam a região para que não trafeguem por rotas não autorizadas, pois a segurança não será garantida. "As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação”, disse a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para cuidar do Estreito, no X (antigo Twitter).

Segundo a Organização Marítima Internacional (OMI), 57 navios transportando cerca de 1.100 tripulantes conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz entre terça-feira (23) e esta quinta-feira, antes da suspensão temporária das operações de escolta.

Plano de evacuação da IMO

Anunciada na última terça-feira, a megaoperação seria para retirar mais de 11 mil marinheiros que permaneciam retidos na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo. Os navios comerciais estão barrados no Golfo Pérsico devido ao bloqueio e aos riscos de navegação em Ormuz por causa do conflito no Oriente Médio.

A medida foi confirmada após a assinatura de um memorando de entendimento entre os governos do Irã e dos Estados Unidos. A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Israel e os EUA lançaram ataques conjuntos contra o território iraniano.

Ao anunciar o plano de evacuação, Dominguez disse que a operação seria realizada "em larga escala" em cooperação com o Irã, Omã, outros países costeiros da região, os Estados Unidos e representantes da indústria marítima.

Em comunicado separado na ocasião, o Ministério da Defesa de Omã informou que a retirada das embarcações ocorreria de forma gradual devido às condições de segurança na região. "Dado o elevado risco de colisão no ambiente atual, é necessária uma evacuação gradual e controlada do tráfego de embarcações", afirmou. Segundo o governo omanita, seriam utilizadas duas rotas temporárias, ao norte e ao sul da via principal, para permitir a saída das embarcações.

"Os navios serão contatados individualmente e informados sobre o dia de trânsito alocado pelas partes coordenadas pela OMI", disse no comunicado.

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