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ONU condena ataques israelenses no Líbano e diz que relatos de vítimas são "terríveis"

Número de mortos nos ataques israelenses desta quarta (8) soma 254; segundo autoridades do Líbano, entre as vítimas estão civis inocentes

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Homem caminha no local de um ataque israelense, em Al-Mazraa, em Beirute, Líbano | REUTERS/Yara Nardi

As Nações Unidas (ONU) condenaram, nesta quarta-feira (8), a intensa onda de ataques israelenses em todo o Líbano apenas algumas horas após o cessar-fogo com o Irã, afirmando que os relatos de centenas de civis mortos e feridos são "chocantes".

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Os ataques de Israel no Líbano foram os mais pesados ​​desde o início do conflito com o Hezbollah, no mês passado, mesmo com a pausa nas explosões do grupo aliado ao Irã contra o norte de Israel e tropas israelenses no Líbano, sob um cessar-fogo de duas semanas mediado pelos EUA e Irã.

“A escalada da matança e da destruição no Líbano hoje é nada menos que horrível”, disse o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, em um comunicado.
“Essa carnificina, poucas horas após o acordo de cessar-fogo com o Irã, é inacreditável. Isso coloca uma enorme pressão sobre uma paz frágil, que é tão desesperadamente necessária para os civis”, acrescentou.

Segundo Turk, uma equipe de direitos humanos da ONU, que estava no local de um dos ataques na capital, relatou uma cena de devastação e diversos cadáveres no meio dos escombros.

Israel afirmou que tinha como alvo mais de 100 centros de comando do Hezbollah, com instalações militares em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano.

As autoridades de defesa civil do Líbano afirmaram que o número de mortos nos ataques israelenses nesta quarta subiu para 254.

Ataque atingiu civis inocentes

Turk disse que um ataque israelense durante a noite em um prédio em frente ao Hospital Hiram em Al-Aabbassiye, perto de Tyre, teria matado quatro pessoas e danificado o hospital. Outro ataque atingiu uma ambulância da Autoridade Islâmica de Saúde em Qlaileh, matando três pessoas.

“O direito humanitário internacional afirma claramente que os civis e a infraestrutura civil devem ser protegidos”, afirmou. "Deve haver investigações imediatas e independentes sobre todas as supostas declaradas, e os responsáveis ​​devem ser levados à justiça."

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