ONU aprova resolução contra embargo econômico dos EUA a Cuba
Em vigor desde 1962, embargo restringe transações comerciais, financeiras e de transporte entre Cuba e empresas ou cidadãos norte-americanos
R
Reuters
Resultado reafirma o isolamento da posição norte-americana na comunidade internacional | Reuters / Reprodução
A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta quarta-feira (29), uma resolução que pede o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O texto foi aprovado por 165 votos a favor, 7 contrários e 12 abstenções, reafirmando o isolamento da posição norte-americana na comunidade internacional.
A resolução, proposta anualmente por Cuba desde 1992, pede a revogação imediata de todas as medidas coercitivas unilaterais impostas por Washington, que, segundo o texto, violam a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.
Apenas os Estados Unidos e Israel votaram contra, mantendo a tradição de rejeitar a medida. Países aliados de Washington, como a Ucrânia e o Paraguai, optaram pela abstenção.
O embargo, em vigor desde 1962, restringe transações comerciais, financeiras e de transporte entre Cuba e empresas ou cidadãos norte-americanos, afetando diretamente setores como saúde, energia e alimentação na ilha.
Acusações dos EUA sobre guerra na Ucrânia
Durante o debate, o representante dos Estados Unidos acusou o governo cubano de permitir que cerca de 5 mil cidadãos atuem como combatentes ao lado das forças russas na guerra da Ucrânia.
Havana rejeitou a acusação, chamando-a de “infundada”. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba informou ter aberto processos judiciais contra indivíduos envolvidos em atividades mercenárias e reiterou que o país não participa de conflitos armados fora de seu território.
Apesar das tensões com Washington, Cuba mantém uma aliança histórica com a Rússia, tanto política quanto econômica, e costuma apoiar Moscou em votações multilaterais.
Ainda assim, o governo cubano tem defendido o diálogo e a busca por uma solução pacífica para o conflito no Leste Europeu.
Em discurso na ONU, o chanceler cubano Bruno Rodríguez reiterou que o embargo “é o principal obstáculo ao desenvolvimento” do país e que sua revogação “é uma exigência universal pela justiça e pela paz”.
ONU aprova resolução contra embargo econômico dos EUA a CubaEm vigor desde 1962, embargo restringe transações comerciais, financeiras e de transporte entre Cuba e empresas ou cidadãos norte-americanosMundo2025-10-29T21:35:02.570ZA Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta quarta-feira (29), uma resolução que pede o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. O texto foi aprovado por 165 votos a favor, 7 contrários e 12 abstenções, reafirmando o isolamento da posição norte-americana na comunidade internacional. + A resolução, proposta anualmente por Cuba desde 1992, pede a revogação imediata de todas as medidas coercitivas unilaterais impostas por Washington, que, segundo o texto, violam a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. Apenas os Estados Unidos e Israel votaram contra, mantendo a tradição de rejeitar a medida. Países aliados de Washington, como a Ucrânia e o Paraguai, optaram pela abstenção. + O embargo, em vigor desde 1962, restringe transações comerciais, financeiras e de transporte entre Cuba e empresas ou cidadãos norte-americanos, afetando diretamente setores como saúde, energia e alimentação na ilha. Acusações dos EUA sobre guerra na Ucrânia Durante o debate, o representante dos Estados Unidos acusou o governo cubano de permitir que cerca de 5 mil cidadãos atuem como combatentes ao lado das forças russas na guerra da Ucrânia. Havana rejeitou a acusação, chamando-a de “infundada”. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba informou ter aberto processos judiciais contra indivíduos envolvidos em atividades mercenárias e reiterou que o país não participa de conflitos armados fora de seu território. + Apesar das tensões com Washington, Cuba mantém uma aliança histórica com a Rússia, tanto política quanto econômica, e costuma apoiar Moscou em votações multilaterais. Ainda assim, o governo cubano tem defendido o diálogo e a busca por uma solução pacífica para o conflito no Leste Europeu. Em discurso na ONU, o chanceler cubano Bruno Rodríguez reiterou que o embargo “é o principal obstáculo ao desenvolvimento” do país e que sua revogação “é uma exigência universal pela justiça e pela paz”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/onu-aprova-resolucao-contra-embargo-economico-dos-eua-a-cuba
Com convenção estilo EUA, a campanha prepara um mega comício na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo no dia do 1º debate, ao qual Lula cogita não ir