Dino critica megaoperação no Rio: “Vale-tudo com corpos estendidos e jogados no meio da mata"
Ministro do STF comentou ação mais letal da história do país durante julgamento sobre responsabilidade do Estado em operações policiais
Victória Melo, Paola Cuenca
Ministro do STF Flávio Dino | Ton Molina/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro na terça-feira (28), que deixou mais de 100 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação mirou integrantes do Comando Vermelho e é considerada a mais letal da história do país.
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A declaração foi feita nesta quarta-feira (29), durante o julgamento de um processo que discute a responsabilidade do Poder Público por danos causados a vítimas em ações policiais. O caso — o Recurso Extraordinário (RE) 1467145, do Ministério Público do Paraná contra o Estado do Paraná — trata da atuação da Polícia Militar em protestos de servidores estaduais em 2015, no episódio conhecido como “Operação Centro Cívico”.
Dino destacou que o debate não se trata de ser a favor ou contra a polícia, mas de assegurar os limites do Estado de Direito.
“Não se trata jamais de julgar a favor ou contra a polícia como instituição. Como qualquer atividade humana, há bons e maus profissionais na polícia”, disse o ministro.
“Não é de impedir a ação da polícia, nunca foi, mas, ao mesmo tempo, não é de legitimar o vale-tudo, com corpos estendidos e jogados no meio da mata, jogados no chão. Porque isso não é Estado de Direito”, completou.
O ministro Gilmar Mendes também se manifestou sobre a operação no Rio, chamando o episódio de “lamentável”.
“A toda hora vivemos situações de graves ações policiais que causam danos às pessoas ou mesmo a morte de várias pessoas, como acabamos de ver nesse lamentável episódio do Rio de Janeiro”, afirmou.
Por maioria, o STF decidiu em sessão desta quarta que o Estado deve se responsabilizar por pessoas que são feridas por ação policial de reprimenda à manifestações. Os ministros entenderam que não cabe à vítima de violência mostrar que era "inocente". Se quiser, o Estado é quem deve comprovar que as consequências da ação policial seriam de responsabilidade da vítima.
Dino critica megaoperação no Rio: “Vale-tudo com corpos estendidos e jogados no meio da mata" Ministro do STF comentou ação mais letal da história do país durante julgamento sobre responsabilidade do Estado em operações policiaisPolítica2025-10-29T22:49:39.619ZO ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a na terça-feira (28), que deixou mais de 100 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação mirou integrantes do Comando Vermelho e é considerada a mais letal da história do país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (29), durante o julgamento de um processo que discute a responsabilidade do Poder Público por danos causados a vítimas em ações policiais. O caso — o Recurso Extraordinário (RE) 1467145, do Ministério Público do Paraná contra o Estado do Paraná — trata da atuação da Polícia Militar em protestos de servidores estaduais em 2015, no episódio conhecido como “Operação Centro Cívico”. Dino destacou que o debate não se trata de ser a favor ou contra a polícia, mas de assegurar os limites do Estado de Direito. “Não se trata jamais de julgar a favor ou contra a polícia como instituição. Como qualquer atividade humana, há bons e maus profissionais na polícia”, disse o ministro. “Não é de impedir a ação da polícia, nunca foi, mas, ao mesmo tempo, não é de legitimar o vale-tudo, com corpos estendidos e jogados no meio da mata, jogados no chão. Porque isso não é Estado de Direito”, completou. O ministro Gilmar Mendes também se manifestou sobre a operação no Rio, chamando o episódio de “lamentável”. “A toda hora vivemos situações de graves ações policiais que causam danos às pessoas ou mesmo a morte de várias pessoas, como acabamos de ver nesse lamentável episódio do Rio de Janeiro”, afirmou. Por maioria, o STF decidiu em sessão desta quarta que o Estado deve se responsabilizar por pessoas que são feridas por ação policial de reprimenda à manifestações. Os ministros entenderam que não cabe à vítima de violência mostrar que era "inocente". Se quiser, o Estado é quem deve comprovar que as consequências da ação policial seriam de responsabilidade da vítima.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dino-critica-megaoperacao-no-rio-vale-tudo-com-corpos-estendidos-e-jogados-no-meio-da-mata-1
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