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Newsom acusa TikTok de censurar críticas a Trump e abre investigação na Califórnia

Governador manda revisar moderação da plataforma após relatos de supressão de conteúdo; apuração avaliará possível violação da lei estadual

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O governador da Califórnia, Gavin Newsom, acusou o TikTok nesta segunda-feira (26) de censurar conteúdos críticos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e anunciou a abertura de uma revisão das práticas de moderação da plataforma para avaliar se houve violação da legislação estadual.

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" Após a venda do TikTok para um grupo empresarial alinhado a Trump, nosso escritório recebeu relatos — e confirmou casos independentes — de conteúdo crítico ao presidente Trump que foi suprimido", afirmou o gabinete de Newsom na rede social X.

Além disso, o gabinete informou que solicitou ao Departamento de Justiça da Califórnia a condução de uma apuração formal sobre a conduta da empresa e seus possíveis impactos sobre a liberdade de expressão no estado.

A iniciativa ocorre após a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, concordar em separar suas operações nos Estados Unidos, encerrando uma disputa que se arrastava há anos sobre o acesso de milhões de usuários norte-americanos ao aplicativo de vídeos, em meio a preocupações de segurança nacional.

Pelo novo arranjo societário, a Oracle, o grupo MGX, sediado nos Emirados Árabes Unidos, e a firma de investimentos Silver Lake passarão a deter, cada uma, 15% de participação. A ByteDance permanecerá com 19,9% do capital. Com essa estrutura, o TikTok continuará disponível para cerca de 200 milhões de usuários nos Estados Unidos.

A movimentação ocorre após o Congresso dos EUA aprovar, em 2024, uma lei com amplo apoio bipartidário que exigiu o desvinculamento do TikTok da ByteDance sob pena de proibição do aplicativo no país. A legislação foi posteriormente confirmada pela Suprema Corte.

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