TikTok entra em acordo para continuar operando nos EUA
ByteDance, controladora chinesa do TikTok, permanecerá com uma fatia de 19,9% da empresa

Exame.com
O TikTok anunciou nesta quinta-feira que concluiu o acordo para separar suas operações nos Estados Unidos, encerrando uma disputa que durou anos sobre o acesso de milhões de usuários norte‑americanos ao aplicativo de vídeos.
Em comunicado, a empresa informou que a nova joint venture nos EUA atuará “sob salvaguardas definidas para proteger a segurança nacional, por meio de mecanismos abrangentes de proteção de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários norte‑americanos”.
Novo arranjo
Pelo arranjo societário do novo empreendimento, a Oracle, o grupo MGX — sediado nos Emirados Árabes Unidos — e a firma de investimentos Silver Lake deterão, cada uma, 15% de participação. A ByteDance, controladora chinesa do TikTok, permanecerá com uma fatia de 19,9%.
Com essa estrutura, o TikTok continuará disponível para os cerca de 200 milhões de usuários que afirma ter nos Estados Unidos.
A movimentação ocorre após o Congresso aprovar, em 2024, uma lei com amplo apoio bipartidário exigindo que o TikTok se desvinculasse da ByteDance sob pena de ser proibido no país, em meio a preocupações sobre segurança nacional. A legislação foi posteriormente validada pela Suprema Corte.
ByteDance x big techs dos EUA
A ByteDance anunciou planos de investir cerca de US$ 23 bilhões em inteligência artificial, numa tentativa de manter competitividade frente a gigantes americanas como Google, Microsoft e Meta.
O aporte será direcionado principalmente à expansão da infraestrutura de IA, incluindo capacidade computacional, desenvolvimento de modelos e aplicações internas.
A companhia já utiliza algoritmos avançados para personalizar feeds e maximizar engajamento no TikTok, mas agora pretende ampliar o uso da tecnologia para outras áreas do negócio.
Segundo analistas do setor, a decisão da ByteDance acompanha uma tendência mais ampla do mercado, impulsionada por três fatores principais: a demanda por serviços cada vez mais personalizados, a intensificação da concorrência com empresas americanas e a necessidade de sustentar crescimento interno em mercados já maduros.









