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Guerra da Ucrânia: mortes sobem 135% com volta de Trump à Casa Branca

Conflito matou 87,5 mil de julho de 2024 a junho de 2025, ante 37 mil no período anterior

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A guerra decorrente da invasão russa de 2022 é 1 dos 36 conflitos armados ativos no mundo. | Reprodução/Redes sociais/@ZelenskyyUa

A guerra decorrente da invasão russa de 2022 é 1 dos 36 conflitos armados ativos no mundo. | Reprodução/Redes sociais/@ZelenskyyUa

As mortes na Guerra da Ucrânia subiram 135% de julho de 2024 a junho de 2025 — totalizando 87,5 mil mortes ante as 37 mil registradas no período anterior — conforme a Pesquisa de Conflitos Armados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres. O crescimento coincide com o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA no ano passado.

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Com a posse, o republicano retirou o apoio a Kiev e abriu negociações com a Rússia, estimulando ambos os lados da guerra a acirrarem suas ações e melhorarem sua posição militar. Trump disse durante a campanha de 2023 que encerraria a guerra em 24h.

Os eventos violentos do conflito quase dobraram, chegando a 80 mil em 2025. Em solo russo, foram 17 mil, reflexo da intensificação dos ataques ucranianos.

O plano de Trump para a Ucrânia

A Ucrânia apresentou nesta segunda (24) uma versão revisada do plano de paz elaborado pelos Estados Unidos para encerrar a invassão russa a territórios ucranianos. Em contrapartida, a Rússia classificou-a como "pouco construtiva" e disse que não funciona.

O plano de 28 pontos dos EUA contempla, por exemplo, a cessão das regiões administrativas orientais de Donetsk e Luhansk a Moscou ou a reincorporação da Rússia ao G8, do qual foi expulsa em 2014. A proposta foi rejeitada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

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