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Milhares de estudantes e professores protestam em Atenas

Manifestantes tomaram as ruas da capital da Grécia exigindo maior financiamento estatal para a educação, melhores instalações e salas de aula menos lotadas

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Sofia Pilagallo
Estudantes e professores tomam as ruas de Atenas, na Grécia, em protesto por melhorias na educação | Foto: Reuters - 21.10.2026

Estudantes e professores tomam as ruas de Atenas, na Grécia, em protesto por melhorias na educação | Foto: Reuters - 21.10.2026

Milhares de estudantes e professores tomaram as ruas de Atenas, na Grécia, nesta quarta-feira (10), em protesto por melhorias na educação. Os manifestantes exigiram maior financiamento estatal para a educação, melhores instalações e salas de aula menos lotadas. As informações são da agência Reuters.

Cerca de 10 mil manifestantes, incluindo estudantes do ensino fundamental, médio e universitário, reuniram-se pacificamente no centro de Atenas e arredores, ecoando protestos em outros países europeus. Na França, onde a mobilização popular tem tomado grandes proporções, os protestos já ocorrem há um mês.

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Na Grécia, os protestos aumentam a pressão sobre o governo de centro-direita do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, que enfrenta eleições em meados de 2027. A administração enfrenta críticas sobretudo devido ao agravamento do custo de vida com baixos salários e precarização de serviços públicos.

"Da Grécia à França, queremos educação pública e gratuita", gritavam os manifestantes enquanto se reuniam em frente ao parlamento. Entrevistados pela Reuters, os estudantes se queixaram da instabilidade financeira e do alto custo de vida no país, que enfrenta uma grave crise habitacional e imobiliária.

"Como estudante universitária recém-chegada, sinto que o futuro dos estudantes na Grécia é sombrio", afirmou Georgia Foukidou, de 21 anos. "Não há empregos, não há estabilidade. Não sabemos se vamos concluir o curso nos anos previstos ou se seremos expulsos. Há muita incerteza."
"Todos nós assistimos em nossos celulares e na televisão aos estudantes da França, da Albânia, da Espanha, basicamente de toda a Europa. Vemos como eles estão lutando pela vida e pelo seu futuro”, disse Dimitris Daskalakis, de 23 anos. “Então, nós [que estamos] enfrentando expulsão, enfrentando universidades privadas, enfrentando um futuro que eles não podem prometer, um futuro sombrio também estamos."
"É claro que apoio as crianças e as encorajo a lutar pelo que desejam, porque sem batalhas não conquistaremos nada", declarou a professora de ensino médio Vivi Maravelaki, de 45 anos, que protestava ao lado de seu filho de 12 anos.

A ministra da Educação, Sofia Zacharaki, afirmou antes dos protestos que estava atenta às reivindicações dos estudantes. Ela reconheceu que os custos de moradia pressionavam as famílias gregas e disse que estavam em andamento projetos de mais de € 733 milhões (cerca de R$ 4,14 bilhões) para construir residências estudantis e melhorar as instalações.

A Grécia se recuperou da crise da dívida de 2009 a 2018, quando cortou salários e gastos com educação em troca de resgates de cerca de R$ 1,64 trilhão. Apesar dos reajustes salariais, o poder de compra segue entre os mais baixos da União Europeia, pressionado pela inflação e pela alta dos combustíveis decorrente da guerra com o Irã.

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