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Amigo de Flávio diz que Richarlison comprou ilha de posseiro

Willer Tomaz afirma que empresa ligada ao jogador perdeu disputas judiciais sobre direitos de ocupação do imóvel e diz que Flávio só testemunhou

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Caroline Vale
Jogador Richarlison cobra Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz sobre ilha. | Reprodução

Jogador Richarlison cobra Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz sobre ilha. | Reprodução

O advogado Willer Tomaz afirmou em nota ao SBT News que o jogador Richarlison adquiriu direitos sobre um imóvel em Angra dos Reis (RJ) de posseiros, e não da proprietária legítima. Em nota, ele sustenta que uma empresa ligada ao atacante do Tottenham perdeu disputas judiciais sobre o caso, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisões que, segundo o advogado, transitaram em julgado.

Tomaz também negou relação entre a disputa judicial e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), de quem é amigo. De acordo com o advogado, o parlamentar nunca integrou o processo e foi incluído como testemunha a pedido do ex-deputado Alencar da Silveira Júnior, sócio de Richarlison.

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A manifestação foi divulgada após Richarlison publicar um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (21), no qual apresentou documentos sobre a negociação dos direitos de ocupação de um imóvel de luxo em Ilha Comprida. O jogador questionou a rapidez com que os direitos sobre o terreno foram transferidos para uma empresa ligada a Tomaz.

Segundo o advogado, a ação judicial contra o atleta não tem o objetivo de restringir sua liberdade de expressão, mas de responsabilizá-lo por declarações que considera falsas.

Tomaz também contestou as afirmações de que a ilha teria sido tomada ou de que teria ocorrido um golpe, argumentando que o resultado das disputas judiciais contradiz essa versão.

"Liberdade de expressão tampouco ampara a imputação de crimes a quem venceu uma disputa nos tribunais. O processo tramita no Judiciário, e o atleta responde pelas acusações que mantém mesmo depois de notificado", afirmou o advogado.

Entenda a disputa

A controvérsia envolve os direitos de ocupação de um terreno pertencente à União, e não a propriedade privada da ilha. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na negociação, realizada em outubro de 2020 com Alencar da Silveira Júnior. Segundo o jogador, o valor inclui R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de despesas com reformas e segurança.

O atleta afirma que aguardou quase um ano por uma resposta da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e questiona a rapidez dos procedimentos que resultaram na transferência dos direitos para a WT Administração de Imóveis, empresa associada a Tomaz.

Neste mês, o coletivo Derrubando Muros apresentou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para pedir a apuração de possíveis irregularidades na transferência. O pedido aponta suspeitas de favorecimento, mas não comprova a ocorrência de crime.

Richarlison também declarou que procurou o senador Flávio Bolsonaro em abril para tentar resolver a situação, mas não obteve retorno. O senador nega irregularidades e afirma não ter vínculo com o imóvel.

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