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Macron aceita renúncia da diretora do Louvre após roubo milionário e crise interna

Saída de Laurence des Cars ocorre após roubo de joias de US$ 102 milhões, greves, falhas de segurança e críticas no museu mais visitado do mundo

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Laurence des Cars, diretor do Louvre | Foto: reprodução/Reuters
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O presidente da França, Emmanuel Macron, aceitou nesta terça-feira (24) a renúncia da diretora do Museu do Louvre, em Paris, após uma sequência de crises que abalaram a gestão da instituição.

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Laurence des Cars apresentou o pedido de demissão, que foi prontamente aceito pelo chefe de Estado. Em nota, o gabinete presidencial afirmou que Macron considerou a decisão “um ato de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de calma e de um novo impulso para realizar com sucesso grandes projetos que envolvem segurança e modernização”.

A então diretora vinha sendo alvo de críticas intensas desde outubro, quando ladrões fugiram com joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões, peças que seguem desaparecidas. O episódio expôs fragilidades nos sistemas de segurança da instituição, considerada a mais visitada do planeta.

A crise se aprofundou com greves iniciadas em dezembro, em que funcionários reivindicam melhores salários e condições de trabalho. As paralisações provocaram fechamentos frequentes e ampliaram o desgaste da administração. Além disso, o museu enfrentou dois vazamentos de água e passou a ser alvo de uma investigação de grande porte sobre fraude na venda de ingressos.

Relatórios de órgãos de controle do Estado também questionaram o nível de investimento em segurança e manutenção da infraestrutura. As críticas apontam que, enquanto gastos considerados insuficientes eram destinados à proteção do acervo e à conservação do prédio, o museu investia em aquisições de obras de arte e em projetos de relançamento pós-pandemia — embora apenas cerca de um quarto do acervo esteja atualmente exposto ao público.

A renúncia abre espaço para uma reestruturação na cúpula da instituição em meio à pressão por reformas administrativas e reforço nos protocolos de segurança.

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