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Lago transborda e interrompe resgates no Nepal

Balanço da tragédia subiu para 552 mortos e quase mil desaparecidos; há risco de novas enchentes na região

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
Tragédia no Nepal. | Reprodução/Reuters

Tragédia no Nepal. | Reprodução/Reuters

Um lago formado após as inundações na fronteira entre Nepal e China começou a transbordar nesta sexta-feira (28), aumentando o risco de novas enchentes na região. Com a ameaça, o Nepal suspendeu temporariamente os trabalhos de resgate. O balanço da tragédia também aumentou: são 552 mortos e quase mil desaparecidos nos dois países.

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As operações com helicópteros foram interrompidas por 90 minutos no distrito de Rasuwa, no Nepal. Segundo uma testemunha da Reuters, moradores correram para áreas mais altas diante do risco de a água voltar a atingir comunidades que já foram devastadas.

O lago se formou depois que uma grande quantidade de pedras, gelo, lama e outros materiais foi arrastada pela inundação de quarta-feira (26). A água continuou se acumulando na área nos últimos dias, e autoridades do Nepal e da China já alertavam para o risco de transbordamento.

Nesta sexta, autoridades de Rasuwa receberam o aviso de que o lago havia transbordado. A emissora estatal chinesa CCTV também informou que a água começou a transbordar perto do porto de fronteira de Gyirong, no Tibete.

A tragédia começou após o colapso de uma geleira. Uma enorme corrente de água, pedras, gelo e lama desceu pelas montanhas do Himalaia e atingiu áreas dos dois lados da fronteira.

Quase mil pessoas continuam desaparecidas. Pelo menos 540 são estrangeiros, muitos deles peregrinos hindus da Índia que viajavam para o Monte Kailash e o Lago Mansarovar, locais considerados sagrados no Tibete.

Imagens de satélite analisadas pela Reuters entre 24 e 27 de agosto mostram o aumento da quantidade de água acumulada no local. Registros feitos antes e depois da inundação também mostram a dimensão da destruição ao longo da fronteira.

O risco agora é de que o transbordamento provoque novas enchentes rio abaixo e volte a atingir comunidades já devastadas pelo desastre.

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