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Inundação no Nepal foi causada por colapso de geleira

Desastre causou mais de 270 mortes no Nepal e no Tibete; centenas ainda estão desaparecidos

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Camila Stucaluc
Enchente repentina em Trishuli, no distrito de Nuwakot. | REUTERS/Navesh Chitrakar

Enchente repentina em Trishuli, no distrito de Nuwakot. | REUTERS/Navesh Chitrakar

A inundação repentina que matou centenas de pessoas nas áreas fronteiriças do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, foi causada pelo colapso de uma geleira. A informação foi divulgada pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA) do Nepal, nesta quinta-feira (27).

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Segundo a entidade, o rompimento da geleira ocorreu no Himalaia, provocando uma cheia no rio Bhotekoshi, localizado na fronteira entre as regiões, e resultando na inundação repentina. A enxurrada arrastou vilarejos nas áreas ribeirinhas do Nepal e danificou estradas, pontes e postes de energia.

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Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) havia relacionado a inundação a um terremoto de magnitude 4,4. O órgão corrigiu a informação pouco tempo depois, dizendo que o deslizamento de terra, provocado pelo colapso da geleira, havia gerado as medições do tremor.

Até o momento, as autoridades do Nepal confirmam 270 mortes e 1.500 desaparecidos.

“As prioridades agora são o resgate e tratamento imediato dos feridos, a busca por cidadãos desaparecidos, a segurança da população afetada, a distribuição de assistência, o levantamento detalhado dos danos e a reconstrução das infraestruturas físicas danificadas. Também está sendo realizada a reinstalação das famílias deslocadas em locais seguros”, disse a NDRRMA.

Já no Tibete, região administrada pela China, a mídia estatal chinesa CCTV relata três mortos e 558 desaparecidos. O líder chinês, Xi Jinping, ordenou um esforço de resgate "total" para localizar os desaparecidos. Também pediu reforço no monitoramento e nos sistemas de alerta antecipado para evitar novos desastres.

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