Justiça suspende decisão de Trump que proíbe matrículas de estrangeiros em Harvard
Universidade havia acionado a Justiça alegando violação à Primeira Emenda e perseguição ideológica
V
Vicklin Moraes
A juíza Allison Burroughs, do Tribunal Distrital dos EUA, suspendeu nesta sexta-feira (23) a decisão do governo Trump que revogava a certificação que permite à Universidade de Harvard matricular estudantes estrangeiros. Com a decisão da juíza, a suspensão da matrícula de estudantes internacionais perde efeito imediato. O governo federal ainda pode recorrer.
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A instituição entrou com uma ação no tribunal federal de Boston, argumentando que a medida viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA e teria um "efeito imediato e devastador para Harvard e mais de 7 mil portadores de visto". Harvard também alegou que a decisão do governo foi motivada por sua recusa em atender a demandas de cunho ideológico.
A tensão entre a Casa Branca e Harvard vem crescendo. No último dia 16, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, exigiu que a universidade entregasse registros de estudantes estrangeiros que, segundo ela, poderiam estar envolvidos em atos de violência ou protestos. Harvard se recusou a cumprir a solicitação.
Allison Burroughs, juíza nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, também analisa uma ação judicial separada de Harvard contestando o congelamento de US$ 2,65 bilhões em financiamento federal pelo governo. O Departamento de Educação dos Estados Unidos congelou US$ 2,2 bilhões em subsídios anuais e US$ 60 milhões em valor de contratos plurianuais da universidade.
Incerteza entre estudantes estrangeiros
A medida anunciada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos entrará em vigor no ano letivo de 2025-2026. Na próxima semana, a turma de 2025 se formará. No entanto, quem ainda não terminou o curso terá que se transferir para outra universidade. Caso contrário, perderá o visto de estudante.
No processo judicial, Harvard afirmou que a medida gerou caos no campus às vésperas da formatura da turma de 2025. Estudantes estrangeiros que ocupam funções essenciais na universidade — como administração de laboratórios, monitoria de disciplinas e participação em atividades esportivas — passaram a enfrentar a incerteza de continuar seus estudos ou correr o risco de perder o status legal no país.
A secretária Kristi Noem, por sua vez, publicou a carta enviada a Harvard, na qual exige que a universidade entregue, em até 72 horas, todos os registros — incluindo gravações de áudio e vídeo — de estudantes estrangeiros envolvidos em protestos ou “atividades perigosas” no campus, como condição para reaver sua certificação.
Justiça suspende decisão de Trump que proíbe matrículas de estrangeiros em Harvard Universidade havia acionado a Justiça alegando violação à Primeira Emenda e perseguição ideológica
Mundo2025-05-23T17:26:27.930ZA juíza Allison Burroughs, do Tribunal Distrital dos EUA, suspendeu nesta sexta-feira (23) a decisão do governo Trump que revogava a certificação que permite à Universidade de . Com a decisão da juíza, a suspensão da matrícula de estudantes internacionais perde efeito imediato. O governo federal ainda pode recorrer. A instituição entrou com , argumentando que a medida viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA e teria um "efeito imediato e devastador para Harvard e mais de 7 mil portadores de visto". Harvard também alegou que a decisão do governo foi motivada por sua recusa em atender a demandas de cunho ideológico. A tensão entre a Casa Branca e Harvard vem crescendo. No último dia 16, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, exigiu que a universidade entregasse registros de estudantes estrangeiros que, segundo ela, poderiam estar envolvidos em atos de violência ou protestos. Harvard se recusou a cumprir a solicitação. Allison Burroughs, juíza nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, também analisa uma ação judicial separada de Harvard contestando o em financiamento federal pelo governo. O Departamento de Educação dos Estados Unidos congelou US$ 2,2 bilhões em subsídios anuais e US$ 60 milhões em valor de contratos plurianuais da universidade. Incerteza entre estudantes estrangeiros A medida anunciada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos entrará em vigor no ano letivo de 2025-2026. Na próxima semana, a turma de 2025 se formará. No entanto, quem ainda não terminou o curso terá que se transferir para outra universidade. Caso contrário, perderá o visto de estudante. No processo judicial, Harvard afirmou que a medida gerou caos no campus às vésperas da formatura da turma de 2025. Estudantes estrangeiros que ocupam funções essenciais na universidade — como administração de laboratórios, monitoria de disciplinas e participação em atividades esportivas — passaram a enfrentar a incerteza de continuar seus estudos ou correr o risco de perder o status legal no país. A secretária Kristi Noem, por sua vez, publicou a carta enviada a Harvard, na qual exige que a universidade entregue, em até 72 horas, todos os registros — incluindo gravações de áudio e vídeo — de estudantes estrangeiros envolvidos em protestos ou “atividades perigosas” no campus, como condição para reaver sua certificação. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/justica-suspende-decisao-de-trump-que-proibe-matriculas-de-estrangeiros-em-harvard