Israel e Líbano anunciam cessar-fogo mediado pelos EUA
Acordo prevê retirada do Hezbollah do sul do Líbano, reforço das Forças Armadas libanesas e retomada das negociações de paz

Fumaça sobe no Líbano enquanto veículos militares israelenses trafegam pela área da fronteira | Foto: Reuters / Reprodução
Israel e Líbano anunciaram nesta quarta-feira (3) um acordo de cessar-fogo após uma reunião trilateral mediada pelos Estados Unidos. O entendimento busca encerrar as hostilidades na fronteira entre os dois países e criar condições para um acordo mais amplo de paz e segurança na região. O prazo do cessar não foi informado no comunicado.
Segundo o comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado Americano, o cessar-fogo está condicionado à interrupção total dos ataques realizados pelo Hezbollah e à retirada de todos os integrantes do grupo da região ao sul do rio Litani, no território libanês.
As partes também concordaram em acelerar a criação de zonas-piloto onde as Forças Armadas Libanesas passarão a exercer controle exclusivo do território, sem a presença de grupos armados não estatais.
Ainda de acordo com o comunicado, a medida é considerada um passo importante para fortalecer a soberania do Líbano e avançar em direção a um acordo abrangente de paz e segurança.
Israel e Líbano também reafirmaram que não possuem intenções hostis um contra o outro e se comprometeram a manter negociações diretas para resolver questões pendentes e ampliar a confiança entre os dois governos.
Papel dos Estados Unidos
Os Estados Unidos atuarão como mediadores do processo e continuarão facilitando a comunicação entre as partes.
Washington também reafirmou apoio ao fortalecimento das Forças Armadas Libanesas para ampliar sua capacidade operacional e permitir o exercício efetivo da soberania em todo o território do país.
O governo americano destacou ainda que qualquer acordo duradouro deverá ser negociado diretamente entre os governos de Israel e do Líbano, sem canais paralelos de negociação.
O que acontece com o Hezbollah?
Israel reiterou que considera o desarmamento do Hezbollah uma condição essencial para garantir sua segurança e integridade territorial.
O acordo prevê o afastamento dos integrantes do grupo do sul do Líbano e estabelece mecanismos para impedir o ressurgimento de organizações armadas não estatais.
Os participantes também condenaram ataques atribuídos ao Irã e acusaram Teerã de promover ações que comprometem a estabilidade do Oriente Médio por meio do apoio a grupos aliados na região.
Retomada de negociações de paz
As delegações concordaram em retomar as discussões políticas e de segurança na semana de 22 de junho. O objetivo é avançar na resolução de temas pendentes e construir um acordo definitivo entre os dois países.
Até lá, os Estados Unidos seguirão acompanhando o processo e intermediando o diálogo entre os governos israelense e libanês.















