Israel anuncia expansão de operações militares contra o Hamas em Gaza
Decisão visa pressionar o grupo palestino a libertar os reféns capturados em outubro de 2023

Camila Stucaluc
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse, nesta quarta-feira (2), que o exército está expandindo as operações contra o Hamas na Faixa de Gaza. Segundo ele, grandes partes do enclave palestino serão ocupadas e incorporadas às zonas de segurança de Israel nas próximas horas.
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O perímetro de segurança de Israel, localizado ao longo da fronteira de Israel e o norte e leste de Gaza, tem sido usado como uma espécie de “escudo” há décadas para proteger os israelenses que moram perto das regiões. Katz não especificou quais áreas de Gaza seriam tomadas na operação expandida, mas pediu uma “extensiva evacuação" dos palestinos que estão nas áreas de combate.
“Expandir a operação aumentará a pressão sobre os assassinos do Hamas e também sobre a população de Gaza e promoverá a conquista do objetivo sagrado e importante para todos nós”, disse Katz.
Mais uma vez, o ministro pediu aos moradores que “eliminem” o Hamas e entreguem os reféns capturados pelo grupo em 2023. “O objetivo da operação é, antes de tudo, aumentar a pressão pela libertação de todos os reféns diante da recusa do Hamas. Peço aos moradores de Gaza que ajam agora para remover o Hamas e devolver os reféns. Esta é a única maneira de acabar com a guerra.”
Israel retomou a ofensiva militar em Gaza em 18 de março, quando encerrou um cessar-fogo que durou quase dois meses. Ao justificar as ações, Israel culpou o Hamas por rejeitar uma nova proposta dos Estados Unidos para estender a primeira fase da trégua – visando a libertação de mais reféns –, enquanto o Hamas acusou Israel de abandonar o acordo original, firmado em janeiro.
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Desde então, as hostilidades não pararam. Na última semana, contudo, o Egito apresentou uma nova proposta para tentar retomar a trégua. Por enquanto, apenas o Hamas aceitou o acordo, que conta com a libertação de cinco reféns israelenses em troca de centenas de prisioneiros palestinos, acesso à ajuda humanitária em Gaza e uma pausa de uma semana nos combates.