Irã responde Trump e diz estar pronto para 'retaliar' em caso de agressão
Presidente dos EUA afirmou que cessar-fogo entre os países está “respirando por aparelhos”


Camila Stucaluc
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na segunda-feira (11) que as Forças Armadas estão prontas para retaliar qualquer agressão. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a proposta de paz apresentada por Teerã, dizendo que o cessar-fogo entre os países está “respirando por aparelhos”.
“Nossas Forças Armadas estão prontas para dar uma resposta merecida a qualquer agressão; Estratégias erradas e decisões equivocadas sempre levarão a resultados equivocados — o mundo inteiro já descobriu isso. Estamos preparados para todas as opções; Eles vão se surpreender”, escreveu Ghalibaf, nas redes sociais.
Na publicação, o parlamentar, atualmente principal negociador do Irã, também defendeu a proposta de paz enviada pelo país, dizendo que “não há alternativa a não ser aceitar os direitos do povo iraniano conforme estabelecido no texto de 14 pontos”. Qualquer outra abordagem será completamente inconclusiva. Quanto mais demorarem, mais os contribuintes americanos pagarão por isso”, frisou.
Veja as principais exigências iranianas no acordo de paz:
- compensação pelos danos causados pela guerra;
- soberania sobre o Estreito de Ormuz;
- suspensão do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos;
- garantia de que não haverá mais ataques;
- suspensão das sanções;
- fim da proibição das vendas de petróleo iraniano;
- fim das hostilidades de Israel no Líbano.
Ao negar as exigências iranianas, Trump afirmou que a proposta era “estúpida” e que os termos citados por Teerã eram “inaceitáveis”. “Eu diria que [o cessar-fogo] está no momento mais fraco. Depois de ler aquele lixo que eles nos enviaram, eu nem terminei de ler”, disse Trump sobre a trégua. “Está por um fio.”
A declaração do líder norte-americano alimentou as preocupações de que a guerra no Oriente Médio, que já dura quase dois meses, continue se arrastando devido a um impasse diplomático. Uma das principais apreensões é em relação ao Estreito de Ormuz — rota responsável por cerca de 20% do petróleo mundial —-, em meio a temores sobre a oferta global do produto.









