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Incêndio florestal deixa 12 mortos no sul da Espanha

Bombeiros seguem combatendo as chamas, e outras 23 pessoas continuam desaparecidas

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
Incêndio na província de Almería, no sul da Espanha | Reprodução Reuters

Incêndio na província de Almería, no sul da Espanha | Reprodução Reuters

Pelo menos 12 pessoas morreram em um incêndio florestal que atingiu a província de Almería, no sul da Espanha. Outras 23 pessoas continuam desaparecidas nesta sexta-feira (10), enquanto quatro vítimas permaneciam internadas com queimaduras graves. Os bombeiros ainda tentavam controlar as chamas, em um dos incêndios mais mortais da história do país.

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O fogo se espalhou rapidamente por áreas de mata ao redor da cidade de Los Gallardos e avançou até o povoado vizinho de Bédar, impulsionado pelos ventos fortes. Dezenas de pessoas foram retiradas das cidades da região por precaução. Daniel Jackson, gerente de um camping próximo, afirmou que a polícia evacuou a área para evitar novas vítimas.

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Segundo Antonio Sanz, chefe de emergências da Andaluzia, as autoridades orientaram os moradores a permanecerem em suas casas. Mesmo assim, as mortes teriam ocorrido quando algumas pessoas decidiram fugir de carro. Segundo as autoridades, a maioria das vítimas parece ser formada por estrangeiros que não seguiram essa orientação.

Quatro das vítimas morreram dentro de um dos carros. Segundo Sanz, elas pareciam ser britânicas porque o veículo tinha o volante do lado direito. Outras sete vítimas foram encontradas mortas após abandonarem os carros e tentarem escapar a pé por um trajeto que não fazia parte do plano de evacuação.

Enquanto o incêndio segue sem controle, as autoridades regionais reforçaram o pedido para que a população siga as orientações das equipes de emergência e evite novas vítimas. A principal hipótese é que o fogo tenha começado após a queda de um cabo de energia sobre a vegetação seca. O calor intenso e os ventos fortes aceleraram a propagação das chamas.

Na quinta-feira (9), o prefeito de Los Gallardos, Francisco Reyes, descreveu o incêndio como "aterrorizante".

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