Guerra no Oriente Médio desloca 30 mil pessoas no Líbano, diz ONU
Militares israelenses têm realizado ataques aéreos contra todo o país após disparos do Hezbollah contra Israel


Reuters
Pelo menos 30 mil pessoas deslocadas buscaram proteção em abrigos no Líbano desde que as hostilidades entre Israel e o Hezbollah se intensificaram esta semana, informou a agência das Nações Unidas para refugiados na terça-feira (03), enquanto se espera que muitas outras se juntem a elas.
Os militares israelenses têm realizado ataques aéreos em todo o Líbano desde segunda-feira, depois que o Hezbollah disparou foguetes contra Israel no domingo à noite, em reação aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
“Estimativas conservadoras sugerem que quase 30.000 pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos”, disse o porta-voz do Acnur Babar Baloch.
“Muitos outros dormiram em seus carros à beira das estradas ou ainda estavam presos em engarrafamentos”, acrescentou.
O número de pessoas deslocadas aumentará muito mais, e até agora 21 abrigos foram abertos pelo governo libanês, afirmou o Programa Mundial de Alimentos da ONU.
Também houve um aumento no número de refugiados sírios que se mudaram do Líbano de volta para a Síria, disse o Acnur, acrescentando que estava implementando um plano de contingência para o caso de um possível influxo adicional.
O Líbano tem a maior concentração de refugiados per capita do mundo, abrigando cerca de 1,5 milhão de sírios entre uma população de cerca de 4 milhões de libaneses.
Mais de 6 milhões de sírios fugiram como refugiados após o início do conflito na Síria em 2011, com a maioria indo para Turquia, Líbano e Jordânia.
Crianças em áreas residenciais do Líbano estão sendo colocadas em perigo imediato pelos ataques aéreos israelenses, e sete crianças foram mortas e 38 ficaram feridas desde segunda-feira, informou a agência das Nações Unidas para a infância, Unicef.
“Cada nova escalada amplia o círculo de danos. Áreas residenciais, escolas e infraestruturas críticas estão sendo afetadas”, declarou o porta-voz do Unicef Ricardo Pires.







