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Governo dos EUA emite alerta em meio a exercícios militares da China em Taiwan

Conselho de Segurança acusou Pequim de colocar em risco a segurança regional ao reivindicar a ilha como parte do território chinês

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Bandeira dos Estados Unidos | Pexels
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O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta à China, na terça-feira (1º), devido aos exercícios militares realizados em torno de Taiwan. Na nota, o Conselho de Segurança Nacional acusou o exército chinês de colocar em risco a segurança na região ao lançar um “ataque de ensaio”.

Os exercícios militares acontecem para aumentar a pressão da China sobre Taiwan. Isso porque Pequim continua reivindicando a ilha como parte da zona chinesa, apesar da separação dos territórios em 1949 devido à guerra civil. A chamada política “uma só China” já resultou em inúmeras incursões chinesas próximas de Taipé desde 2022, inclusive com testes envolvendo munições reais.

As operações atuais ao redor da ilha, contudo, deixaram o governo ainda mais em alerta. Além das atividades militares, que contam com a marinha, a força aérea e a força de foguetes chinesas, Pequim emitiu uma série de materiais de propaganda contra “os separatistas de Taiwan”. Em um deles, o exército chinês chamou o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, de “parasita”.

As ações foram condenadas pelo governo de Taiwan, que as classificou como “uma escalada na ameaça militar”. Segundo o Ministério da Defesa, aviões e navios militares foram mobilizados, bem como os sistemas de mísseis, para monitorar e "responder de acordo" às atividades de Pequim.

“A China continua intensificando as atividades militares na região do Estreito Taiwan e do Indo-Pacífico, desafiando a ordem internacional e a estabilidade regional, tornando-se assim o maior ‘encrenqueiro’ aos olhos da comunidade internacional. Condenamos veementemente as provocações irracionais da China e opomo-nos firmemente às ações que minam a paz regional”, disse o ministério.

O mesmo foi reforçado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que disse que continua comprometido com Taiwan e outros aliados "diante das táticas de intimidação e comportamento desestabilizador da China".

+ China diz que EUA estão "brincando com fogo" após ajuda militar a Taiwan

"Mais uma vez, as atividades militares agressivas da China e a retórica em relação a Taiwan servem apenas para exacerbar as tensões e colocar em risco a segurança da região e a prosperidade do mundo", afirmou. "Os Estados Unidos apoiam a paz e a estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e se opõem a mudanças unilaterais no status quo, inclusive por meio da força ou coerção."

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