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Governadora de Nova York proíbe polícia local de ajudar ICE

Em repressão às políticas anti-imigratórias de Trump, Kathy Hochul afirmou que desvios de recursos prejudicam segurança pública no estado

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Camila Stucaluc
Governadora de Nova York, Kathy Hochul | Divulgação

Governadora de Nova York, Kathy Hochul | Divulgação

A polícia de Nova York não poderá mais auxiliar o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em operações de fiscalização. O anúncio foi feito pela governadora Kathy Hochul, na terça-feira (25), em uma forte repressão às políticas anti-imigratórias do governo de Donald Trump.

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“Policiais locais não podem mais ser nomeados para participar de batidas desorganizadas que também acabam em caos e violência. A polícia local ajudará o ICE apenas se um crime real tiver sido cometido. Mas, em questões de imigração civil, o ICE estará por conta própria”, disse Hochul.

Além da violência, a governadora argumentou que a decisão foi baseada na segurança pública, uma vez que direcionar recursos locais para auxiliar nas operações de imigração estava prejudicando o trabalho no estado.

“Desviar policiais e agentes do xerife para assediar pessoas trabalhadoras não é uma receita para comunidades seguras. Precisamos de policiais locais caçando criminosos, não crianças do jardim de infância, desmantelando redes de drogas, não desmantelando famílias, prendendo traficantes de armas, não avós”, pontuou Hochul.

Segundo ela, qualquer departamento de polícia ou escritório do xerife que descumprirem a lei e continuarem cooperando com o ICE enfrentará consequências legais. “Para aqueles que nos processam, para aqueles que tentam bloquear a implementação desta lei, já foi julgada antes e fracassada, nossa lei já foi mantida pelos tribunais”, acrescentou.

A medida representa uma forte repressão à política anti-imigração do governo Trump. Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, o republicano reduziu drasticamente os compromissos do país com os requerentes de asilo e ampliou as regras para a detenção e deportação em massa de imigrantes ilegais. As abordagens violentas já deixaram mortos, inclusive cidadãos norte-americanos.

Em contrapartida, o presidente norte-americano anunciou o programa ‘Gold Card’, que concede vistos de residência permanentes a estrangeiros que pagarem US$ 1 milhão. A iniciativa também oferece uma opção “corporativa”, para funcionários patrocinados, pelo dobro do valor. Ao justificar o programa, alegou que o objetivo é arrecadar fundos para reduzir o déficit nas contas públicas e investir em melhorias no país.

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