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Ex-premiê da Coreia do Sul é condenado a 23 anos de prisão por insurreição

Han Duck-soo foi considerado culpado por colaborar com a tentativa de decretação da Lei Marcial pelo então presidente Yoon Suk Yeol no fim de 2024

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Han Duck-soo, ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul | Reprodução/Reuters
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O ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Duck-soo, foi condenado nesta quarta-feira (21) a 23 anos de prisão por sua participação na declaração de lei marcial no país no fim de 2024. Segundo um tribunal de Seul, o político não apenas deixou de impedir a medida, como também colaborou com o então presidente Yoon Suk Yeol na tentativa fracassada de impor a lei.

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Segundo a mídia estatal KBS, Han foi acusado de aconselhar Yoon a convocar uma reunião do gabinete antes de declarar a lei marcial, numa tentativa de conferir legitimidade processual ao decreto, revogado ainda no mesmo dia após forte oposição parlamentar.

Os promotores também alegaram que o ex-primeiro-ministro reescreveu a proclamação da lei marcial de Yoon para corrigir falhas legais no texto original, embora ele tenha descartado posteriormente essa versão revisada.

A decisão marca o primeiro veredicto de uma série de julgamentos de integrantes do gabinete de Yoon relacionados ao episódio, que gerou caos político no país. O ex-presidente deve ser julgado no próximo mês.

Ao anunciar a sentença, o Tribunal Distrital Central de Seul classificou a tentativa de decretação da lei marcial, em 3 de dezembro, como uma insurreição.

Após o anúncio da sentença, Han afirmou que aceita “humildemente a decisão”. O ex-primeiro-ministro, que respondia ao processo em liberdade, foi colocado sob custódia judicial.

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