EUA voltarão a atacar se Irã não fizer acordo, diz Secretário
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth afirmou que Washington está preparado para retomar ataques ao Irã; negociações seguem


Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. | REUTERS/Edgar Su
Os Estados Unidos estão prontos para reiniciar os ataques ao Irã se não for possível chegar a um acordo, disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, neste sábado (30). Negociadores de Washington e Teerã seguem trabalhando para superar as principais diferenças que impedem um acordo.
"Nossa capacidade de recomeçar, se necessário... somos mais do que capazes", disse Hegseth em Cingapura. "Nossos estoques são mais do que adequados para isso, tanto lá quanto em todo o mundo, portanto, estamos em uma posição muito boa", acrescentou.
Hegseth, em discurso no Shangri-La Dialogue, o principal fórum da Ásia para líderes de defesa, militares e diplomatas, disse que os EUA não viraram as costas para a região da Ásia-Pacífico, apesar de estarem envolvidos em um conflito com o Irã.
"Podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo. Estamos potencializando nossa base industrial de defesa para que possamos construir duas vezes, três vezes, quatro vezes as munições muito em breve, a fim de garantir que todos os nossos planos (de operações) sejam devidamente financiados em todo o mundo", afirmou.
O chefe do Pentágono disse que o presidente norte-americano, Donald Trump, é "paciente" e quer fazer um "grande acordo" que garanta que o Irã não obtenha uma arma nuclear.
Como andam as negociações
Trump apresentou nessa sexta-feira (29) as condições que, segundo ele, fariam parte de um possível acordo com o Irã para encerrar as tensões no Oriente Médio. No entanto, autoridades iranianas afirmaram que ainda não tomaram uma decisão final e contestaram pontos considerados centrais da versão divulgada pelo líder americano.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o Irã precisaria se comprometer a nunca desenvolver armas nucleares e garantir a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, sem cobrança de taxas ou restrições à navegação internacional.
A agência Fars News Agency, ligada ao governo iraniano, afirmou que a proposta ainda está em fase final de avaliação e que nenhuma decisão definitiva foi tomada.
Os iranianos negam que o texto em discussão preveja a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz ou a destruição do programa nuclear do país. De acordo com a agência, um dos principais pontos defendidos por Teerã é a liberação de US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior. O governo iraniano afirma que não avançará para uma nova etapa das negociações sem que essa exigência seja atendida.
Estados Unidos, Irã e Israel anunciaram um cessar-fogo em 8 de abril, após 40 dias de confrontos. Na quinta-feira (28), EUA e Irã chegaram a um acordo parcial para estender o cessar-fogo, segundo o site Axios.















