EUA prevê desarmamento do Hezbollah até final do ano e retirada israelense do Líbano
Representantes da organização militar, no entanto, abandonaram reunião "em protesto contra a proposta"
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com informações da Reuters
07/08/2025, 20:54 • Atualizado em 07/08/2025, 20:54
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Homens carregam bandeiras do Hezbollah enquanto andam de moto, ao sul de Beirute | Reuters/Thaier Al-Sudani
Os Estados Unidos apresentaram ao Líbano uma proposta para desarmar o Hezbollah até o final do ano, junto com o fim das operações militares de Israel no país, de acordo com uma cópia de uma agenda do gabinete libanês vista pela Reuters.
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O plano, apresentado pelo enviado do presidente dos EUA para a região, Tom Barrack,, e que estava sendo discutido em uma reunião do gabinete libanês nesta quinta-feira (7), estabelece os passos mais detalhados até agora para desarmar o Hezbollah. O grupo, apoiado pelo Irã, rejeitou os crescentes pedidos de desarmamento.
O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, disse após a reunião que o gabinete aprovou apenas os objetivos do plano de Barrack, mas não o discutiu por completo.
"Não nos aprofundamos nos detalhes ou componentes da proposta dos EUA. Nossa discussão e decisão se limitaram a seus objetivos", disse Morcos.
Os objetivos da proposta dos EUA incluiriam: a eliminação gradual da presença armada de atores não estatais, incluindo o Hezbollah; o envio de forças libanesas para as principais áreas internas e de fronteira; a garantia da retirada de Israel das cinco posições que ocupa; a resolução de questões relativas a prisioneiros por meio de conversações indiretas e a demarcação permanente das fronteiras do Líbano com Israel e a Síria.
O Departamento de Estado dos EUA e o gabinete do primeiro-ministro israelense não se pronunciaram ainda.
Hezbollah
O Hezbollah não fez nenhum comentário imediato sobre a proposta, mas três fontes políticas disseram à Reuters que os ministros do grupo se retiraram da reunião de gabinete desta quinta-feira em protesto contra as discussões sobre a proposta.
Israel desferiu grandes golpes contra o Hezbollah em uma ofensiva no ano passado, conflito que começou em outubro de 2023, quando o grupo libanês abriu fogo contra posições israelenses na fronteira, declarando apoio ao seu aliado palestino Hamas no início da guerra de Gaza.
A proposta dos EUA visa "estender e estabilizar" um acordo de cessar-fogo entre o Líbano e Israel mediado em novembro.
A Fase 1 do plano exigiria que o governo de Beirute emitisse um decreto dentro de 15 dias, comprometendo-se com o desarmamento total do Hezbollah até 31 de dezembro de 2025. Nessa fase, Israel também interromperia as operações militares terrestres, aéreas e marítimas.
A Fase 2 exigiria que o Líbano começasse a implementar o plano de desarmamento dentro de 60 dias, com o governo aprovando "um plano detalhado de mobilização (do Exército libanês) para apoiar o plano de colocar todas as armas sob a autoridade do Estado". Esse plano especificaria as metas de desarmamento.
Durante a Fase 2, Israel começaria a se retirar das posições que ocupa no sul do Líbano e os prisioneiros libaneses detidos por Israel seriam libertados em coordenação com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Durante a Fase 3, dentro de 90 dias, Israel se retiraria dos dois últimos dos cinco pontos que detém, e o financiamento seria garantido para iniciar a remoção dos escombros no Líbano e a reabilitação da infraestrutura em preparação para a reconstrução.
Na Fase 4, dentro de 120 dias, as armas pesadas restantes do Hezbollah deveriam ser desmontadas, incluindo mísseis e drones. Na Fase 4, Estados Unidos, Arábia Saudita, França, Catar e outros países amigos organizariam uma conferência econômica para apoiar a economia libanesa e a reconstrução e para "implementar a visão do presidente Trump para o retorno do Líbano como um país próspero e viável".
EUA prevê desarmamento do Hezbollah até final do ano e retirada israelense do LíbanoRepresentantes da organização militar, no entanto, abandonaram reunião "em protesto contra a proposta"Mundo2025-08-07T20:54:32.157Z Os Estados Unidos apresentaram ao Líbano uma proposta para desarmar o Hezbollah até o final do ano, junto com o fim das operações militares de Israel no país, de acordo com uma cópia de uma agenda do gabinete libanês vista pela Reuters. O plano, apresentado pelo enviado do presidente dos EUA para a região, Tom Barrack,, e que estava sendo discutido em uma reunião do gabinete libanês nesta quinta-feira (7), estabelece os passos mais detalhados até agora para desarmar o Hezbollah. O grupo, apoiado pelo Irã, rejeitou os crescentes pedidos de desarmamento. O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, disse após a reunião que o gabinete aprovou apenas os objetivos do plano de Barrack, mas não o discutiu por completo. "Não nos aprofundamos nos detalhes ou componentes da proposta dos EUA. Nossa discussão e decisão se limitaram a seus objetivos", disse Morcos. Os objetivos da proposta dos EUA incluiriam: a eliminação gradual da presença armada de atores não estatais, incluindo o Hezbollah; o envio de forças libanesas para as principais áreas internas e de fronteira; a garantia da retirada de Israel das cinco posições que ocupa; a resolução de questões relativas a prisioneiros por meio de conversações indiretas e a demarcação permanente das fronteiras do Líbano com Israel e a Síria. O Departamento de Estado dos EUA e o gabinete do primeiro-ministro israelense não se pronunciaram ainda. Hezbollah O Hezbollah não fez nenhum comentário imediato sobre a proposta, mas três fontes políticas disseram à Reuters que os ministros do grupo se retiraram da reunião de gabinete desta quinta-feira em protesto contra as discussões sobre a proposta. Israel desferiu grandes golpes contra o Hezbollah em uma ofensiva no ano passado, conflito que começou em outubro de 2023, quando o grupo libanês abriu fogo contra posições israelenses na fronteira, declarando apoio ao seu aliado palestino Hamas no início da guerra de Gaza. A proposta dos EUA visa "estender e estabilizar" um acordo de cessar-fogo entre o Líbano e Israel mediado em novembro. Fases A Fase 1 do plano exigiria que o governo de Beirute emitisse um decreto dentro de 15 dias, comprometendo-se com o desarmamento total do Hezbollah até 31 de dezembro de 2025. Nessa fase, Israel também interromperia as operações militares terrestres, aéreas e marítimas. A Fase 2 exigiria que o Líbano começasse a implementar o plano de desarmamento dentro de 60 dias, com o governo aprovando "um plano detalhado de mobilização (do Exército libanês) para apoiar o plano de colocar todas as armas sob a autoridade do Estado". Esse plano especificaria as metas de desarmamento. Durante a Fase 2, Israel começaria a se retirar das posições que ocupa no sul do Líbano e os prisioneiros libaneses detidos por Israel seriam libertados em coordenação com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Durante a Fase 3, dentro de 90 dias, Israel se retiraria dos dois últimos dos cinco pontos que detém, e o financiamento seria garantido para iniciar a remoção dos escombros no Líbano e a reabilitação da infraestrutura em preparação para a reconstrução. Na Fase 4, dentro de 120 dias, as armas pesadas restantes do Hezbollah deveriam ser desmontadas, incluindo mísseis e drones. Na Fase 4, Estados Unidos, Arábia Saudita, França, Catar e outros países amigos organizariam uma conferência econômica para apoiar a economia libanesa e a reconstrução e para "implementar a visão do presidente Trump para o retorno do Líbano como um país próspero e viável". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-preve-desarmamento-do-hezbollah-ate-final-do-ano-e-retirada-israelense-do-libano