Mundo

EUA prevê desarmamento do Hezbollah até final do ano e retirada israelense do Líbano

Representantes da organização militar, no entanto, abandonaram reunião "em protesto contra a proposta"

C
com informações da Reuters
07/08/2025, 20:54 • Atualizado em 07/08/2025, 20:54
compartilhar
Homens carregam bandeiras do Hezbollah enquanto andam de moto, ao sul de Beirute | Reuters/Thaier Al-Sudani

Homens carregam bandeiras do Hezbollah enquanto andam de moto, ao sul de Beirute | Reuters/Thaier Al-Sudani

Os Estados Unidos apresentaram ao Líbano uma proposta para desarmar o Hezbollah até o final do ano, junto com o fim das operações militares de Israel no país, de acordo com uma cópia de uma agenda do gabinete libanês vista pela Reuters.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O plano, apresentado pelo enviado do presidente dos EUA para a região, Tom Barrack,, e que estava sendo discutido em uma reunião do gabinete libanês nesta quinta-feira (7), estabelece os passos mais detalhados até agora para desarmar o Hezbollah. O grupo, apoiado pelo Irã, rejeitou os crescentes pedidos de desarmamento.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, disse após a reunião que o gabinete aprovou apenas os objetivos do plano de Barrack, mas não o discutiu por completo.

"Não nos aprofundamos nos detalhes ou componentes da proposta dos EUA. Nossa discussão e decisão se limitaram a seus objetivos", disse Morcos.

Os objetivos da proposta dos EUA incluiriam: a eliminação gradual da presença armada de atores não estatais, incluindo o Hezbollah; o envio de forças libanesas para as principais áreas internas e de fronteira; a garantia da retirada de Israel das cinco posições que ocupa; a resolução de questões relativas a prisioneiros por meio de conversações indiretas e a demarcação permanente das fronteiras do Líbano com Israel e a Síria.

O Departamento de Estado dos EUA e o gabinete do primeiro-ministro israelense não se pronunciaram ainda.

Hezbollah

O Hezbollah não fez nenhum comentário imediato sobre a proposta, mas três fontes políticas disseram à Reuters que os ministros do grupo se retiraram da reunião de gabinete desta quinta-feira em protesto contra as discussões sobre a proposta.

Israel desferiu grandes golpes contra o Hezbollah em uma ofensiva no ano passado, conflito que começou em outubro de 2023, quando o grupo libanês abriu fogo contra posições israelenses na fronteira, declarando apoio ao seu aliado palestino Hamas no início da guerra de Gaza.

A proposta dos EUA visa "estender e estabilizar" um acordo de cessar-fogo entre o Líbano e Israel mediado em novembro.

Fases

A Fase 1 do plano exigiria que o governo de Beirute emitisse um decreto dentro de 15 dias, comprometendo-se com o desarmamento total do Hezbollah até 31 de dezembro de 2025. Nessa fase, Israel também interromperia as operações militares terrestres, aéreas e marítimas.

A Fase 2 exigiria que o Líbano começasse a implementar o plano de desarmamento dentro de 60 dias, com o governo aprovando "um plano detalhado de mobilização (do Exército libanês) para apoiar o plano de colocar todas as armas sob a autoridade do Estado". Esse plano especificaria as metas de desarmamento.

Durante a Fase 2, Israel começaria a se retirar das posições que ocupa no sul do Líbano e os prisioneiros libaneses detidos por Israel seriam libertados em coordenação com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Durante a Fase 3, dentro de 90 dias, Israel se retiraria dos dois últimos dos cinco pontos que detém, e o financiamento seria garantido para iniciar a remoção dos escombros no Líbano e a reabilitação da infraestrutura em preparação para a reconstrução.

Na Fase 4, dentro de 120 dias, as armas pesadas restantes do Hezbollah deveriam ser desmontadas, incluindo mísseis e drones. Na Fase 4, Estados Unidos, Arábia Saudita, França, Catar e outros países amigos organizariam uma conferência econômica para apoiar a economia libanesa e a reconstrução e para "implementar a visão do presidente Trump para o retorno do Líbano como um país próspero e viável".

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Canadá x Marrocos: acompanhe o jogo, ao vivo

Canadá x Marrocos: acompanhe o jogo, ao vivo

Imagem da notícia: Homem dos chapéus: o novo figurino de Lula

Homem dos chapéus: o novo figurino de Lula

Imagem da notícia: Haaland admite desgaste antes de enfrentar o Brasil

Haaland admite desgaste antes de enfrentar o Brasil

Imagem da notícia: Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 33 milhões neste sábado (4)

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 33 milhões neste sábado (4)

Imagem da notícia: Canadá x Marrocos: acompanhe o jogo, ao vivo

Canadá x Marrocos: acompanhe o jogo, ao vivo

Imagem da notícia: Homem dos chapéus: o novo figurino de Lula

Homem dos chapéus: o novo figurino de Lula

Imagem da notícia: Haaland admite desgaste antes de enfrentar o Brasil

Haaland admite desgaste antes de enfrentar o Brasil

Imagem da notícia: Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 33 milhões neste sábado (4)

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 33 milhões neste sábado (4)

Últimas notícias

JHC tem 47,5% e Renan Filho, 42% em 2º turno em Alagoas

Levantamento Paraná Pesquisas mostra que ex-prefeito de Maceió também lidera a disputa no 1º turno com 45,9% das intenções de voto

Silveira defende investimento dos EUA em minerais críticos

Ministro de Minas e Energia diz que interesse global abre oportunidade para o Brasil atrair investimentos

Viral da Copa: do Paraguai ao minuto 86, veja os destaques

Zebra histórica do Paraguai, “maldição do minuto 86”, memes e rivalidades marcaram as oitavas de final da Copa do Mundo

Lula turbina 'pacote de bondades' antes de eleições

Governo acelera entrega de programas, enquanto especialistas dizem que ação pode custar caro aos bolsos do brasileiro

Jogos da Copa do Mundo hoje (4): veja horários

Canadá, Marrocos, Paraguai e França abrem as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 em confrontos que definem os primeiros classificados às quartas

EUA completam 250 anos em meio a debate sobre direitos

Casos recentes levantam questionamentos sobre os ideais de liberdade e igualdade que marcaram a fundação da 'maior democracia do mundo'