Mundo

EUA: mais de 54 milhões de eleitores votaram antecipadamente

Eleição que vai definir se maioria no Congresso é republicana ou democrata ocorre nesta terça-feira

A
Avatar de com informações da Reuters
André de Sena, com informações da Reuters
Entrada de prédio onde ocorre votação antecipada em Atlanta, na Geórgia | Reprodução/Reuters

Entrada de prédio onde ocorre votação antecipada em Atlanta, na Geórgia | Reprodução/Reuters

Mais de 54,5 milhões de americanos votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, segundo dados divulgados na manhã desta segunda-feira (2) pelo Election Lab da Universidade da Flórida. A marca supera os cerca de 46 milhões de votos antecipados registrados no processo eleitoral de 2022.

De acordo com uma estimativa do Pew Research Center, aproximadamente 250 milhões de americanos estão aptos a votar nas eleições em que republicanos e democratas disputam 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e 36 governos estaduais, como Geórgia, Texas e Flórida.

Apesar disso, como nos Estados Unidos o voto não é obrigatório, nem todos os eleitores devem participar da votação nesta terça-feira (3). Ainda segundo o Pew Research Center, nas eleições de meio de mandato de 2022, a taxa de participação ficou em torno de 45%.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

A atenção dos eleitores está voltada principalmente para a economia. Dados referentes a setembro de 2026 mostram uma inflação acumulada de 3,7% nos últimos dose meses, resultado que significa um aumento na comparação com os 3,4% registrados em agosto e fica 1,7 ponto percentual acima da meta de 2% estipulada pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos.

Apesar da inflação acima da meta, durante grande parte do segundo mandato do republicano Donald Trump na Casa Branca, iniciado em janeiro de 2025, os salários cresceram mais rapidamente que os preços. No entanto, essa situação mudou a partir de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel deram início à guerra com o Irã. O conflito aumentou os preços globais dos combustíveis e influenciou no aumento dos preços de forma mais ampla, prejudicando o aumento salarial dos americanos, que desacelerou.

Em uma tentativa de conter a inflação, em setembro, o Fed elevou a taxa básica de juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. A medida foi descrita pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, como um "remédio monetário". Em outubro, o Banco Central americano optou por não mexer nos juros, adiando quaisquer alterações para depois das eleições de meio de mandato.

Embora a inflação preocupe, outros indicadores econômicos são favoráveis ao governo Trump. A taxa de desemprego permanece baixa, atingindo o patamar de 4,2% em setembro, o que significa que ela não ultrapassou o nível de 4,5% por cinco anos consecutivos, o período mais longo abaixo dessa marca já registrado.

O desempenho do mercado de ações também é um fator favorável a Trump. Os principais índices registraram recordes neste ano, o que é bom para o bolso da população, uma vez que a maioria dos norte-americanos possui algumas ações, embora as famílias de renda mais alta tenham uma participação desproporcionalmente maior.

Campanha eleitoral

Uma vitória democrata nas eleições de meio de mandato pode fazer com que Trump perca a maioria republicana no Congresso, o que prejudicaria sua governabilidade. Para convencer os eleitores a apoiarem seus aliados, o presidente vem realizando comícios ao redor do país. Neste domingo (1°), ele participou de eventos em Iowa e no Kansas.

Ele também aposta em comícios virtuais, os chamados tele-rallies. Somente nessa segunda-feira, estão previstos nove eventos desse tipo. Além disso, Trump deve fazer um discurso no espelho d’água em frente ao Memorial Lincoln, em Washington.

A disputa pela maioria no Congresso dos Estados Unidos também chegou aos tribunais. Nessa segunda-feira, a juíza federal Sharon Gleason, da cidade de Anchorage, no Alasca, indeferiu uma ação movida pelo governo Trump que buscava impedir o Alasca de certificar uma eventual derrota do senador republicano Dan Sullivan na votação dessa terça-feira.

O motivo é a existência de dois candidatos com nomes quase idênticos nas cédulas: o atual senador republicano pelo Alasca Dan Sullivan e Daniel J. Sullivan Jr., um professor aposentado sem filiação partidária que vive em uma comunidade de pescadores.

De acordo com uma reportagem do jornal New York Times, pessoas ligadas à campanha da democrata Mary Peltola teriam articulado e recrutado secretamente o professor aposentado para entrar na disputa. O objetivo seria fazer com que eleitores republicanos desatentos votassem no "Dan Sullivan errado".

Últimas notícias