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EUA divulgam arquivos secretos do FBI sobre morte de Martin Luther King

Mais de 240 mil páginas foram liberadas nesta segunda (21); documentos mostram a perseguição do FBI em relação ao líder dos direitos civis nos EUA

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SBT News, com informações da Reuters
22/07/2025, 01:37 • Atualizado em 22/07/2025, 01:37
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Martin Luther King - Reprodução/Redes

Martin Luther King - Reprodução/Redes

O governo dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (21) mais de 240 mil páginas de documentos sigilosos que detalham a vigilância promovida pelo FBI contra Martin Luther King Jr., morto em 1968.

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Os registros estavam sob segredo judicial desde 1977 e foram liberados pelo Departamento de Justiça, apesar dos apelos contrários da família do líder e da organização religiosa que o ativista negro era líder.

A decisão de tornar público os documentos era uma promessa de campanha de Donald Trump. Em janeiro deste ano, o presidente norte-americano havia anunciado que seu governo iria divulgar informações da morte de King, além do ex-presidente John F. Kennedy.

Os documento divulgados nesta segunda revelam que o FBI monitorou King durante as décadas de 1950 e 1960 como parte de uma campanha para enfraquecer sua imagem pública e desestabilizar o movimento pelos direitos civis da população negra.

Os agentes chegaram a grampear seus telefones e justificou a perseguição com falsas alegações de ligações com o comunismo durante a Guerra Fria. Nos últimos anos, o FBI reconheceu que as ações foram abusivas.

Martin Luther King Jr. foi assassinado a tiros em 4 de abril de 1968, em Memphis, no Tennessee, quando ampliava sua atuação em defesa de causas econômicas e da paz. Ele foi um dos principais nomes da luta da população negra no mundo.

O crime foi atribuído a James Earl Ray, que confessou o assassinato, mas depois se retratou. Ele morreu na prisão em 1998.

Em nota, os filhos do líder, Martin Luther King III, de 67 anos, e Bernice King, de 62, pediram que os documentos divulgados sejam analisados com cautela, empatia e respeito.

Eles afirmaram que o pai foi vítima de uma campanha “invasiva, predatória e profundamente perturbadora” liderada por J. Edgar Hoover, então diretor do FBI.

A família montou uma equipe própria para revisar os arquivos e reforçou que qualquer uso indevido do material será repudiado.

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