EUA anunciam novas sanções a juízes e promotores do Tribunal Penal Internacional
Governo Trump amplia medidas contra funcionários da Corte por ações "contra americanos e israelenses"
Giovanna Colossi
Tribunal Penal Internacional
Os Estados Unidos impuseram novas sanções a membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta quarta-feira (20). O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, em publicação no X, antigo Twitter.
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Rubio alega que as sanções são uma resposta à Corte, que, segundo ele, continua a "desrespeitar" a soberania nacional e a facilitar a "lawfare" por meio de seus esforços para "investigar, prender, deter e processar cidadãos americanos e israelenses".
"Continuaremos a responsabilizar aqueles responsáveis pelas ações moralmente falidas e juridicamente sem fundamento do TPI contra americanos e israelenses.", escreveu Rubio.
As sanções atingem os juízes Kimberly Prost, do Canadá, e Nicolas Guillou, da França, assim como os procuradores-adjuntos Nazhat Shameem Khan, de Fiji, e Mame Mandiaye Niang, do Senegal. Anteriormente, a gestão de Donald Trump havia sancionado o procurador Karim Khan, responsável pela denúncia que levou a Corte a emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Em nota, o TPI afirmou que as sanções constituem um "ataque flagrante à independência de uma instituição judicial imparcial". Disse também que é uma afronta "aos Estados-Partes do Tribunal, à ordem internacional baseada em regras e, acima de tudo, a milhões de vítimas inocentes em todo o mundo".
"O TPI continuará cumprindo seu mandato, sem se deixar abater, em estrita conformidade com seu arcabouço jurídico, conforme adotado pelos Estados Partes, e sem levar em conta qualquer restrição, pressão ou ameaça.", completou.
As sanções incluem bloqueios financeiras e negativa de visto para os membros do tribunal que ajudarem nas investigações sobre cidadãos norte-americanos ou aliados dos EUA, como Israel.
Esta não é a primeira vez que o governo de Donald Trump mira o TPI. Durante a primeira gestão do republicano como presidente dos EUA, em 2020, Washington impôs sanções contra a uma promotora e um assessor devido à investigação sobre supostos crimes de guerra cometidos por tropas americanas no Afeganistão.
EUA anunciam novas sanções a juízes e promotores do Tribunal Penal InternacionalGoverno Trump amplia medidas contra funcionários da Corte por ações "contra americanos e israelenses"Mundo2025-08-20T18:58:11.378ZOs Estados Unidos impuseram novas sanções a membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta quarta-feira (20). O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, em publicação no X, antigo Twitter. Rubio alega que as sanções são uma resposta à Corte, que, segundo ele, continua a "desrespeitar" a soberania nacional e a facilitar a "lawfare" por meio de seus esforços para "investigar, prender, deter e processar cidadãos americanos e israelenses". "Continuaremos a responsabilizar aqueles responsáveis pelas ações moralmente falidas e juridicamente sem fundamento do TPI contra americanos e israelenses.", escreveu Rubio. As sanções atingem os juízes Kimberly Prost, do Canadá, e Nicolas Guillou, da França, assim como os procuradores-adjuntos Nazhat Shameem Khan, de Fiji, e Mame Mandiaye Niang, do Senegal. Anteriormente, a , responsável pela denúncia que levou a Corte a emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em nota, o TPI afirmou que as sanções constituem um "ataque flagrante à independência de uma instituição judicial imparcial". Disse também que é uma afronta "aos Estados-Partes do Tribunal, à ordem internacional baseada em regras e, acima de tudo, a milhões de vítimas inocentes em todo o mundo". "O TPI continuará cumprindo seu mandato, sem se deixar abater, em estrita conformidade com seu arcabouço jurídico, conforme adotado pelos Estados Partes, e sem levar em conta qualquer restrição, pressão ou ameaça.", completou. As sanções incluem bloqueios financeiras e negativa de visto para os membros do tribunal que ajudarem nas investigações sobre cidadãos norte-americanos ou aliados dos EUA, como Israel. Esta não é a primeira vez que o governo de Donald Trump mira o TPI. Durante a primeira gestão do republicano como presidente dos EUA, em 2020, Washington impôs sanções contra a uma promotora e um assessor devido à investigação sobre supostos crimes de guerra cometidos por tropas americanas no Afeganistão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-anunciam-novas-sancoes-a-juizes-e-promotores-do-tribunal-penal-internacional
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