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Duas pessoas morrem em ataque houthi a aeroporto saudita

Atentado ocorreu na cidade petrolífera de Damma, no leste do país, e deixou outras oito vítimas feridas

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André de Sena, com informações da Reuters
Vista de carros e caminhões na rodovia Dammam-Riad, em Dammam | Hamad l Mohammed/Reuters

Vista de carros e caminhões na rodovia Dammam-Riad, em Dammam | Hamad l Mohammed/Reuters

Os rebeldes houthis do Iêmen atacaram o Aeroporto Internacional Rei Fahd, na cidade petrolífera de Dammam, no leste da Arábia Saudita, na noite de quarta-feira, deixando dois mortos e oito feridos. A informação foi divulgada pela Autoridade Geral de Aviação Civil saudita.

Uma das vítimas fatais era de nacionalidade saudita e a outra, indiana. Segundo as autoridades locais, os feridos apresentaram lesões que variavam de leves a graves.

As operações no aeroporto chegaram a ser paralisadas, mas já foram retomadas, de forma que o tráfego aéreo pôde voltar ao normal.

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Além de confirmarem que foram os responsáveis pelo ataque em Damman, os houthis afirmaram que lançaram ofensivas contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita, em Riad, a capital do país, e instalações da Saudi Aramco, a petrolífera estatal saudita, em Yanbu. O governo de Riad não se pronunciou sobre esses dois últimos incidentes.

"As Forças Armadas Iemenitas [houthis] afirmam que a ameaça do inimigo saudita de atacar tribos iemenitas não ficará impune. Caso essa ameaça seja concretizada, as consequências serão catastróficas e imprevisíveis, e recorreremos a medidas drásticas que não desejávamos tomar, e responsabilizaremos o inimigo pelas repercussões resultantes", declarou Yahya Saree, porta-voz do grupo rebelde.

Conflito se intensifica

O conflito entre os houthis, apoiados pelo Irã, e a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que dá sustentação ao governo iemenita reconhecido internacionalmente, vem se intensificando nas últimas semanas.

Nesta semana, um ataque dos rebeldes contra um campo de treinamento das forças de segurança do governo na província de Shabwa matou 73 pessoas.

Os houthis também tentam assumir o controle de Taiz, a terceira maior cidade do Iemen. Segundo grupos de ajuda humanitária e agências da ONU, as famílias que moram na região foram obrigadas a racionar água potável por conta de uma crise no abastecimento causada pela guerra.

"Consigo água com dificuldade. Esperamos em filas desde a manhã até chegar a nossa vez", disse o morador Alaa Khalil à agência de notícias Reuters.

Moradores de Taiz, terceira maior cidade do Iêmen, enfrentam racionamento de água | Reprodução/Reuters
Moradores de Taiz, terceira maior cidade do Iêmen, enfrentam racionamento de água | Reprodução/Reuters

De acordo com o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Iêmen, o racionamento de água é necessário por conta da escassez de diesel, que prejudica as estações de bombeamento e os sistemas de saneamento.

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