Aliado político de Donald Trump, Andrew Bailey coordenou investigações sobre a eleição presidencial de 2020
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André de Sena, com informações da Reuters
Andrew Bailey (centro), diretor-adjunto do FBI é visto em frente ao Centro Eleitoral e de Operações do Condado de Fulton, Geórgia | Elijah Nouvelage/Reuters
O diretor-adjunto do FBI, Andrew Bailey, anunciou nesta segunda-feira (28) que está deixando o cargo para ficar com sua família após permanecer por um ano atuando na agência federal de inteligência dos Estados Unidos.
“Estou confiante de que o diretor Patel continuará a reformar o FBI, combater crimes violentos, defender a pátria, garantir uma forte prestação de contas organizacional e restaurar a confiança do público nesta instituição de excelência”, escreveu em um comunicado publicado nas redes sociais, citando seu superior, o diretor do FBI, Kash Patel.
Bailey é um aliado político do presidente Donald Trump. Em setembro de 2025, ele deixou o cargo de procurador-geral do Missouri para atuar como diretor-adjunto do FBI, ficando responsável por supervisionar as operações diárias da agência. Até então, essa função era tradicionalmente apolítica, sendo exercida por funcionários de carreira.
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Eele ingressou no FBI após Trump enfrentar uma crise envolvendo os arquivos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, em julho de 2025. O governo havia prometido divulgar novos e importantes documentos sobre o caso. Mas, após fazer uma revisão, disse que não iria mais tornar o material público, o que gerou revolta entre os apoiadores do presidente. Posteriormente, foram liberados mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens.
Investigações sobre o processo eleitoral
Em janeiro deste ano, Bailey acompanhou pessoalmente uma operação no condado de Fulton, na Geórgia, para apreender materiais referentes às eleições presidenciais de 2020, incluindo cédulas eleitorais. A investigação buscava determinar se ocorreram eventuais irregularidades que se enquadrassem como violações de leis federais. As alegações de fraude já haviam sido descartadas pelas autoridades georgianas.
Além disso, ele coordenou outras investigações sobre questões eleitorais. O FBI examinou minuciosamente registros de vários estados, mas não apresentou evidências que comprovem as alegações de Trump de que houve fraude na eleição presidencial de 2020, quando o republicano foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
Inicialmente, Bailey atuou como codiretor-adjunto ao lado de Dan Bongino, ex-agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos e podcaster conservador, que deixou o FBI em janeiro.
Sua saída ocorre a menos de cinco semanas das eleições parlamentares de meio de mandato, que vão definir se a maioria no Congresso segue sendo republicana ou passa para os democratas. O governo Trump mobilizou agências federais de aplicação da lei para investigar a participação de não cidadãos norte-americanos na votação.
Diretor-adjunto deixa FBI após um ano no cargoAliado político de Donald Trump, Andrew Bailey coordenou investigações sobre a eleição presidencial de 2020Mundo2026-09-28T20:49:04.503ZO diretor-adjunto do FBI, Andrew Bailey, anunciou nesta segunda-feira (28) que está deixando o cargo para ficar com sua família após permanecer por um ano atuando na agência federal de inteligência dos Estados Unidos. “Estou confiante de que o diretor Patel continuará a reformar o FBI, combater crimes violentos, defender a pátria, garantir uma forte prestação de contas organizacional e restaurar a confiança do público nesta instituição de excelência”, escreveu em um comunicado publicado nas redes sociais, citando seu superior, o diretor do FBI, Kash Patel. Bailey é um aliado político do presidente Donald Trump. Em setembro de 2025, ele deixou o cargo de procurador-geral do Missouri para atuar como diretor-adjunto do FBI, ficando responsável por supervisionar as operações diárias da agência. Até então, essa função era tradicionalmente apolítica, sendo exercida por funcionários de carreira. Eele ingressou no FBI após Trump enfrentar uma crise envolvendo os arquivos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, em julho de 2025. O governo havia prometido divulgar novos e importantes documentos sobre o caso. Mas, após fazer uma revisão, disse que não iria mais tornar o material público, o que gerou revolta entre os apoiadores do presidente. Investigações sobre o processo eleitoral Em janeiro deste ano, Bailey acompanhou pessoalmente uma operação no condado de Fulton, na Geórgia, para apreender materiais referentes às eleições presidenciais de 2020, incluindo cédulas eleitorais. A investigação buscava determinar se ocorreram eventuais irregularidades que se enquadrassem como violações de leis federais. As alegações de fraude já haviam sido descartadas pelas autoridades georgianas. Além disso, ele coordenou outras investigações sobre questões eleitorais. O FBI examinou minuciosamente registros de vários estados, mas não apresentou evidências que comprovem as alegações de Trump de que houve fraude na eleição presidencial de 2020, quando o republicano foi derrotado pelo democrata Joe Biden. Inicialmente, Bailey atuou como codiretor-adjunto ao lado de Dan Bongino, ex-agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos e podcaster conservador, que deixou o FBI em janeiro. Sua saída ocorre a menos de cinco semanas das eleições parlamentares de meio de mandato, que vão definir se a maioria no Congresso segue sendo republicana ou passa para os democratas. O governo Trump mobilizou agências federais de aplicação da lei para investigar a participação de não cidadãos norte-americanos na votação. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/diretor-adjunto-deixa-o-fbi-apos-um-ano-no-cargo