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Delegado dos EUA abandona plenário em protesto contra o Irã

Gesto ocorreu durante a fala do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que acusou Washington de violar o direito internacional

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André de Sena, com informações da Reuters
Delegado dos Estados Unidos deixa plenário da Assembleia Geral da ONU durante fala do presidente iraniano | Reprodução/Reuters

Delegado dos Estados Unidos deixa plenário da Assembleia Geral da ONU durante fala do presidente iraniano | Reprodução/Reuters

O delegado dos Estados Unidos abandonou o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas durante a fala do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O ato ocorreu nesta quarta-feira (23) e lembrou o gesto da delegação cubana, que na véspera fez a mesma coisa quando o presidente norte-americano, Donald Trump, discursava.

Em sua fala, Pezeshkian disse que o governo iraniano jamais se renderia aos Estados Unidos, mas ainda acredita na diplomacia. Nessa quarta-feira (23), mediadores de Teerã e Washington retomaram as conversas para tentar chegar a uma resolução para o conflito, que já dura quase sete meses. Apesar do avanço tímido nas tratativas, nenhum lado cedeu em suas exigências.

Na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano acusou as forças norte-americanas de violar o direito internacional ao atacar escolas, hospitais, universidades, pontes e infraestrutura. "Eles [os Estados Unidos] bloqueiam nossas vias de acesso, enquanto transportam armas, explosivos e energia por essas mesmas vias navegáveis ​​para destruir países. Isso é inaceitável e não permitiremos que tal coisa aconteça em nosso país", afirmou.

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Ele também fez referência às acusações feitas por Trump contra Teerã, segundo as quais o regime islâmico quer desenvolver uma arma nuclear.

"Queremos poder para nos defendermos; não queremos poder para cometer agressões. Queremos energia para o desenvolvimento; não a queremos para construir bombas, causar destruição ou ameaçar os outros", argumentou Pezeshkian.

Em um discurso proferido na véspera, Trump disse que os Estados Unidos podem "aniquilar" o Irã. Além disso, conclamou os líderes de outros países a a se juntarem para impor um "isolamento econômico total" de Teerã.

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