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Correspondente do SBT acompanha comboio norueguês em missão de apoio militar à Ucrânia

Foram três dias de viagem por quatro países até Kiev, em um trajeto marcado por riscos de sabotagem e ataques russos

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do SBT Brasil
02/10/2025, 02:07 • Atualizado em 02/10/2025, 07:11
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O correspondente do SBT, Sérgio Utsch, acompanha o conflito entre Rússia e Ucrânia de perto e está em solo ucraniano neste momento de tensão na Europa. Para entrar na zona de guerra, ele acompanhou um comboio norueguês que levou veículos de uso militar aos ucranianos. Foram três dias de viagem, em um trajeto que passou por quatro países, começando pela Noruega.

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Na partida, um grupo de noruegueses se reuniu em um pub antes de iniciar a viagem. Do lado de fora, estavam os carros comprados após uma campanha feita no país, com a missão de entregá-los ao Exército ucraniano.

Durante o percurso, todos receberam orientações de segurança, entre elas a de não compartilhar a localização dos veículos em redes sociais. A preocupação também era com a ação de espiões e sabotadores a serviço da Rússia, que atuam em diferentes países da Europa. Em alguns casos, grupos como esse já foram alvo de ataques, com aparelhos de geolocalização escondidos nos carros para que fossem localizados em território ucraniano e, assim, bombardeados.

O primeiro dia de viagem terminou na costa da Suécia, onde o comboio embarcou em um navio para atravessar o Mar Báltico. A travessia durou quase 12 horas até a chegada à Polônia.

Na estrada, Sérgio Utsch viajou ao lado de um empresário e de Kristoffer, um enfermeiro que resumiu a preocupação de muitos europeus: “Se a Ucrânia não está segura, nós também não estamos seguros”.

Após quase mil quilômetros rodados pela Polônia, o comboio chegou à fronteira com a Ucrânia. A partir desse ponto, o risco aumentou. Já em território ucraniano, os motoristas evitaram andar em fila para não chamar atenção. O carro em que Utsch estava era pintado com as cores e símbolos do Exército ucraniano, tornando-se um alvo legítimo em meio à guerra.

Com o avanço, a tensão cresceu. “Estamos em um carro militar, com um caminhão de transporte militar à frente. Definitivamente, podemos ser um alvo agora”, disse Kristoffer, em alerta máximo.

O grupo chegou a Lviv, de onde partiu novamente rumo a Kiev. Próximo à capital, ainda havia placas riscadas pelos próprios ucranianos para confundir tropas russas, que tentaram, mas não conseguiram tomar a cidade.

No dia seguinte, aos pés do monumento “Mãe Ucrânia”, os carros foram entregues aos militares. Erlend, um dos participantes da missão, destacou que, além dos veículos, é necessário investir em novas tecnologias: “Eles precisam ter uma superioridade tecnológica constante”, afirmou, defendendo o financiamento e desenvolvimento de drones.

Se não há exércitos estrangeiros lutando diretamente ao lado da Ucrânia, há organizações e governos europeus atuando em outras frentes. O sentimento que domina o continente é de que a Ucrânia, neste momento, é a vítima de um inimigo comum a todos.

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