Cientistas anunciam descoberta de nova cor que ninguém viu antes
Experimento da Universidade de Berkeley usou laser para estimular células da retina a enxergar a tonalidade
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Giovanna Tuneli
22/04/2025, 16:28 • Atualizado em 22/04/2025, 16:28
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Estudo foi divulgado na última sexta-feira (18) | Reprodução Getty Images
Cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de uma nova cor chamada 'olo'. A revelação foi feita através de um experimento de uso de pulsos laser no olho humano que permite alterar a percepção natural e ver a tonalidade, segundo os pesquisadores.
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Com o estímulo de células específicas na retina, os participantes do método afirmam ter testemunhado uma cor azul-esverdeada. A tonalidade se parece com a da imagem a seguir, só que mais saturada. Veja:
O resultado, publicado na revista científica Science Advances, foi descrito pelo coautor do estudo, Professor Ren Ng, como "notável". Segundo o pesquisador, o olo era "mais saturado do que qualquer cor que você pode ver no mundo real".
“Não há como transmitir essa cor em um artigo ou em um monitor”, disse Austin Roorda, cientista que fez parte do estudo, ao jornal The Guardian.
A pesquisa publicada explica que existem três tipos de células cone no olho — S, L e M — e cada uma é sensível a diferentes comprimentos de onda de azul, vermelho e verde, respectivamente. Durante o processo, o laser estimulou apenas os cones M. Por esse motivo, a cor olo não pode ser vista a olho nu no mundo real sem a ajuda de um estímulo específico.
O dispositivo usado no estudo é chamado de Oz e consiste em espelhos, lasers e dispositivos ópticos. Ele foi desenvolvido por equipes de cientistas da UC Berkeley e da Universidade de Washington.
Para alguns especialistas a nova tonalidade é uma "questão de interpretação". O professor John Barbur, cientista da Universidade de Londres, explica que se, por exemplo, as células cone vermelhas fossem estimuladas em maior quantidade, as pessoas "perceberiam um vermelho profundo", mas o brilho percebido pode mudar dependendo das mudanças na sensibilidade do cone.
O coautor do artigo admitiu que o olo pode ser "certamente muito difícil tecnicamente" de ser visto. Mas, afirmou que a equipe está estudando os resultados para aprofundar a pesquisa sobre daltonismo, condição que faz com que pessoas tenham dificuldade em distinguir certas cores.
Cientistas anunciam descoberta de nova cor que ninguém viu antesExperimento da Universidade de Berkeley usou laser para estimular células da retina a enxergar a tonalidadeMundo2025-04-22T16:28:06.555ZCientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de uma nova cor chamada 'olo'. A revelação foi feita através de um experimento de uso de pulsos laser no olho humano que permite alterar a percepção natural e ver a tonalidade, segundo os pesquisadores. Com o estímulo de células específicas na retina, os participantes do método afirmam ter testemunhado uma cor azul-esverdeada. A tonalidade se parece com a da imagem a seguir, só que mais saturada. Veja: O resultado, publicado na revista científica Science Advances, foi descrito pelo coautor do estudo, Professor Ren Ng, como "notável". Segundo o pesquisador, o olo era "mais saturado do que qualquer cor que você pode ver no mundo real". “Não há como transmitir essa cor em um artigo ou em um monitor”, disse Austin Roorda, cientista que fez parte do estudo, ao jornal The Guardian. A pesquisa publicada explica que existem três tipos de células cone no olho — S, L e M — e cada uma é sensível a diferentes comprimentos de onda de azul, vermelho e verde, respectivamente. Durante o processo, o laser estimulou apenas os cones M. Por esse motivo, a cor olo não pode ser vista a olho nu no mundo real sem a ajuda de um estímulo específico. O dispositivo usado no estudo é chamado de Oz e consiste em espelhos, lasers e dispositivos ópticos. Ele foi desenvolvido por equipes de cientistas da UC Berkeley e da Universidade de Washington. Para alguns especialistas a nova tonalidade é uma "questão de interpretação". O professor John Barbur, cientista da Universidade de Londres, explica que se, por exemplo, as células cone vermelhas fossem estimuladas em maior quantidade, as pessoas "perceberiam um vermelho profundo", mas o brilho percebido pode mudar dependendo das mudanças na sensibilidade do cone. O coautor do artigo admitiu que o olo pode ser "certamente muito difícil tecnicamente" de ser visto. Mas, afirmou que a equipe está estudando os resultados para aprofundar a pesquisa sobre daltonismo, condição que faz com que pessoas tenham dificuldade em distinguir certas cores.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/cientistas-anunciam-descoberta-de-nova-cor-que-ninguem-viu-antes
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