China executa integrantes de gangues ligadas a centros de fraude em Mianmar
Onze condenados por crimes como homicídio, fraude e cárcere privado tiveram penas de morte aprovadas pelo Supremo Tribunal Popular


Vicklin Moraes
A China executou nesta quinta-feira (11) 11 pessoas ligadas a gangues criminosas que atuavam em Mianmar, incluindo integrantes classificados como “membros-chave” de centros de fraude cibernética. A informação foi confirmada pela agência estatal Xinhua.
Os condenados haviam recebido pena de morte em setembro de 2025 por um tribunal da cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, no leste do país. Eles foram considerados culpados por crimes que incluem homicídio doloso, lesão corporal dolosa, cárcere privado, fraude e operação de casas de jogos de azar ilegais.
Após a sentença, os réus recorreram da decisão, mas o recurso foi rejeitado em novembro de 2025 pelo Tribunal Superior Popular da Província de Zhejiang, que manteve as condenações e encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Popular, conforme prevê a legislação chinesa para casos de pena capital.
O Supremo Tribunal Popular aprovou posteriormente as sentenças de morte. Segundo a corte, as investigações apontaram que, desde 2015, os criminosos haviam estabelecido múltiplas bases operacionais em Mianmar para a prática de fraudes em telecomunicações, exploração de jogos de azar ilegais e outros crimes.
Segundo o tribunal, os valores envolvidos nas fraudes e nas operações ilegais ultrapassaram 10 bilhões de yuans, o equivalente a cerca de 1,4 bilhão de dólares. As quadrilhas também foram responsabilizadas por assassinatos, agressões e detenções ilegais de pessoas envolvidas nos esquemas criminosos, resultando na morte de 14 cidadãos chineses e ferimentos em outros.
“As execuções foram realizadas pelo Tribunal Popular de Wenzhou após a aprovação do Supremo Tribunal Popular”, informou a agência estatal.









