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"A Groenlândia não está à venda", diz Macron

Em encontro com líderes da Dinamarca e do governo da Groenlândia, presidente francês rejeita proposta de Trump e defende autonomia do território dinamarquês

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Presidente francês Emmanuel Macron em Davos 20/1/2026 | Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou apoio à Groenlândia nesta quarta-feira (28) ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e do líder do governo groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, e afirmou que a ilha no Ártico não está à venda nem pode ser tomada por outro país.

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“A Groenlândia não está à venda, nem será tomada. Os groenlandeses decidirão o seu futuro”, disse Macron em groenlandês, segundo tradução oficial divulgada pelo governo francês.

Em seguida, falando em dinamarquês, o presidente afirmou que a França seguirá ao lado do Reino da Dinamarca. “A França continuará unida ao Reino da Dinamarca”, declarou.

Frederiksen e Nielsen viajaram a Paris para se reunir com Macron em meio à repercussão das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a ideia de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo dinamarquês há séculos.

Macron afirmou ainda que a França compartilha da avaliação de que é necessário reforçar a defesa e a cooperação de segurança no Ártico, região que ganhou importância estratégica diante do aumento das disputas geopolíticas e do interesse em recursos naturais.

A Groenlândia possui governo próprio, mas integra o Reino da Dinamarca como território autônomo. Desde o início do segundo mandato de Trump, quando o presidente norte-americano retomou publicamente a intenção de anexar a ilha aos Estados Unidos, autoridades dinamarquesas e groenlandesas têm rejeitado a proposta de forma categórica.

Na semana passada, Trump chegou a afirmar que havia um entendimento preliminar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre o futuro da Groenlândia, incluindo direitos de exploração de minerais de terras raras, declaração que foi recebida com ceticismo por aliados europeus.

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