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Tailândia e Malásia reforçam triagem em aeroportos após casos do vírus Nipah na Índia

Dois profissionais de saúde foram contaminados na Índia, e autoridades monitoram pessoas que tiveram contato com eles

Autoridades da Tailândia e da Malásia reforçaram a triagem em aeroportos como forma de evitar a disseminação do vírus Nipah. A medida ocorre depois que dois profissionais de saúde foram contaminados em uma região da Índia. 190 pessoas que tiveram contato com esses profissionais estão sendo monitoradas. Até o momento, nenhuma testou positivo para a doença.

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O surto na Ásia levanta a suspeita de que a transmissão do vírus também possa ocorrer entre humanos. Segundo o médico infectologista João Prates, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, a maior preocupação é justamente essa possibilidade.

“Qual a grande preocupação? Transmissão de pessoa para pessoa. Não parece a característica desse vírus fazer isso, mas é um alarme: será que ele pode se adaptar, será que pode ter mais casos”, explica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o vírus Nipah é transmitido de animais, como porcos e morcegos, e também por meio de alimentos infectados.

“O morcego vai lá, tem muito vírus na urina, saliva e fezes. Ele se alimenta da fruta ou da seiva, e quando a pessoa come aquela fruta, a pessoa também se contamina. Forma clássica de transmissão”, detalha o infectologista.

Como atua o vírus

Ao entrar no corpo humano, o Nipah afeta o sistema respiratório e o sistema nervoso central. No início, os sintomas são parecidos com os de uma gripe. Em muitos casos, os pacientes apresentam febre, dor de cabeça, tosse, dores no corpo, náuseas e vômitos. O quadro pode evoluir para inflamação do cérebro, com convulsões e problemas respiratórios.

A vacina contra o vírus já está em desenvolvimento. Ainda não há indícios de que o vírus Nipah tenha chegado ao Brasil ou a qualquer outro país da América do Sul, Central ou do Norte.

O vírus assusta pela alta taxa de letalidade, que pode chegar a 75%. No Brasil, porém, não há motivos para alarde. Apesar de a Organização Mundial da Saúde ainda não ter recomendado mudanças na rotina dos aeroportos, infectologistas alertam para a importância da vigilância. Caso alguém apresente sinais da doença, autoridades de saúde e a Anvisa devem ser comunicadas.

No aeroporto, passageiros demonstram preocupação com a possibilidade de o surto se espalhar e mencionam até o receio de voltar a usar máscaras. O Ministério da Saúde informou que mantém protocolos de vigilância e que o risco de haver uma pandemia neste momento é considerado baixo.

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