Cerca de 2 mil morreram em protestos no Irã, diz autoridade do país
Manifestações ocorrem desde final de dezembro pela crise econômica da região, com inflação alta, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais



SBT News
com informações da Reuters
Cerca de 2 mil pessoas foram mortas nos protestos no Irã, disse uma autoridade iraniana à Reuters nesta terça-feira (13), culpando os "terroristas" pelas mortes de civis e de membros da segurança. Os protestos ocorrem desde o final de dezembro de 2025 pela crise econômica da região, com inflação elevada, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais.
Com a falta da internet no país, a verificação independente é um desafio.
As manifestações não são vistas de uma forma positiva. O aiatolá Ali Khamenei, por exemplo, afirmou que os responsáveis são "sabotadores". Enquanto o Procurador-Geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, descreveu todos os manifestantes como mohareb (inimigos de Deus), uma acusação punível com pena de morte pela lei iraniana.
O governo também respondeu aos atos com uma forte repressão, com disparos de armas de fogo, uso de gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, conforme a Human Rights Activists News Agency (Hrana).
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de "terroristas e badernistas" e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. O líder também acusou os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no país.
Neste domingo (11), o Irã ameaçou retaliar contra Israel e bases dos Estados Unidos caso haja ataques norte-americanos ao país. Donald Trump havia alertado que poderá atacar o país “muito duramente” caso as autoridades do país “comecem a matar pessoas” em meio aos protestos que assolam a nação do Oriente Médio.







