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Caso Juliana Marins: Família solicita nova autópsia no Brasil

Autoridades da Indonésia informaram que a morte foi causada por ferimentos da queda e não teria relação com tempo que ela esperou pelo resgate

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Gabriella Lodi
30/06/2025, 16:45 • Atualizado em 30/06/2025, 23:36
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Juliana Marins morreu após cair de uma trilha no dia 21 de junho | Reprodução/Redes sociais

Juliana Marins morreu após cair de uma trilha no dia 21 de junho | Reprodução/Redes sociais

A irmã de Juliana Marins, brasileira que morreu em queda no Monte Rinjani, na Indonésia, solicitou uma nova autópsia a ser realizada no Brasil, nesta segunda-feira (30).

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"Com o auxílio do GGIM [Gabinete de Gestão Integrada Municipal] da Prefeitura de Niterói, acionamos a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), que imediatamente fez o pedido na Justiça Federal solicitando uma nova autópsia no caso da minha irmã, Juliana Marins. Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas", disse Mariana Marins.

Juliana, de 26 anos, morreu após cair de um penhasco em 21 de junho. O corpo da publicitária foi localizado quatro dias depois, no dia 25, após intensas buscas com o uso de drones e equipes de resgate locais.

A autópsia realizada por autoridades da Indonésia mostrou que Juliana morreu por causa de um trauma contundente, resultando em danos a órgãos internos e hemorragia. As informações foram divulgadas pelas autoridades do país na sexta-feira (27).

Segundo o laudo, não havia evidências que relacionem a morte de Juliana a uma demora para o resgate.

As autoridades indonésias estimaram que a morte de Juliana ocorreu em torno de 20 minutos após ela sofrer os ferimentos, mesmo sendo difícil de determinar a hora exata do óbito.

A irmã de Juliana já havia criticado a divulgação do laudo da autópsia realizada na Indonésia à imprensa antes de a família ser informada oficialmente.

Mariana Marins também contesta a atuação das equipes de resgate e aguarda o traslado do corpo da irmã para o Brasil.

O voo que traria o corpo de Juliana teria sido cancelado devido à falta de espaço no compartimento de carga.

A informação foi compartilhada por Mariana nas redes sociais, onde ela também fez um apelo à Emirates, responsável pelo voo, para confirmar os detalhes da nova viagem.

Em nota, a Emirates informou que o corpo de Juliana chegará ao Rio de Janeiro nesta terça-feira (1º). A companhia aérea afirmou que priorizou a coordenação com as autoridades, e que a família da brasileira foi informada sobre a confirmação das providências logísticas.

A Defensoria Pública da União (DPU) informou que encaminhou, nesta segunda-feira (30), ofício à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro para abertura de um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte de Juliana Marins.

Relembre o caso

Natural de Niterói (RJ), Juliana fazia sozinha um mochilão pela Ásia desde fevereiro. A jovem, de 26 anos, passou por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã antes de chegar a Indonésia. No país, decidiu realizar uma trilha de três dias e duas noites no vulcão Rinjani, acompanhada de um guia e cinco turistas.

No segundo dia de percurso, ao parar para descansar, a jovem caiu do penhasco que circunda a trilha junto à cratera do vulcão. O guia, que teria dito para ela parar no caminho e depois reencontrar o grupo, suspeitou da demora e, cerca de 1 hora depois, viu que Juliana havia caído mais de 300 metros em um precipício.

Horas depois, outros turistas que passavam pela trilha conseguiram visualizar a jovem, com o auxílio de um drone. Eles que entraram em contato com a família da brasileira.

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