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Candidata presidencial de direita na Colômbia denuncia suposto plano para matá-la

Segundo Paloma Valencia, do Partido Centro Democrático, um dissidente das Farc teria recebido o equivalente a R$ 2,8 bilhões para assassiná-la

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Candidata presidencial na Colômbia Paloma Valencia concede entrevista coletiva | Foto: Reprodução/Instagram/@palomavalencial - 26.04.2026

A candidata presidencial do partido Centro Democrático, Paloma Valencia, denunciou um suposto plano arquitetado por um grupo criminoso para matá-la. Segundo ela, o governo do presidente Gustavo Petro lhe forneceu informações sobre o esquema.

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Paloma afirmou que foi informada por dois ministros e pelo diretor da Polícia Nacional, general William Rincón Zambrano, de que dissidentes das Farc estariam por trás do plano. Ela alega que um homem conhecido como "Buchetula" teria recebido cerca de R$ 2 bilhões de pesos colombianos (R$ 2,8 bilhões) para assassiná-la.

"Não estou aqui para reclamar, para me fazer de vítima ou para pedir mais garantias do que as que eu e Miguel Uribe já solicitamos. Vou liderar a luta pela segurança para que a Colômbia possa viver sem medo", disse Valencia.
"O Governo Nacional nos autorizou a apresentar a denúncia pública, e ela deve ser tornada pública para que os colombianos saibam o que está acontecendo no país e quais as condições que nós, candidatos, estamos enfrentando", acrescentou.

O Governo Nacional, por meio do Ministério do Interior e da Unidade Nacional de Proteção, reforçará a segurança de Paloma, que viajará para Cauca esta semana após os recentes ataques em Cajibío, que deixaram pelo menos 20 mortos.

Uma reunião, que está prevista para acontecer nas próximas horas, ocorrerá com o intuito de analisar mais detalhadamente a denúncia e as medidas que devem ser implementadas para garantir a segurança da candidata.

Esta não é a primeira vez que Paloma se queixa de se sentir em risco durante a campanha eleitoral. Recentemente, o partido Centro Democrático relatou um suposto plano de assassinato contra o candidato do Pacto Histórico, Iván Cepeda, que seria posto em prática no último sábado (25), data em que ele faria um evento de campanha em La Dorada, no departamento de Caldas.

Em meio ao o clima de ameaças que cerca a campanha presidencial, o Ministério da Defesa reiterou que está oferecendo recompensas milionárias por informações que ajudem a prevenir ataques contra os 13 candidatos à presidência e suas equipes. Por sua vez, a Ouvidoria continua a apelar a medidas institucionais coordenadas para proteger os requerentes.

"As denúncias de ameaças contra a senadora e candidata à presidência são muito sérias; manifestamos nossa total solidariedade. Essa situação é inaceitável", declarou a Defensora Pública Iris Marín. "Cabe ressaltar que o Governo Nacional tem mantido uma postura de apoio à democracia pluralista e de proteção à candidata", acrescentou.

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