Câmara do Paraguai repudia fala de Lula sobre guerra
Texto aprovado por unanimidade acusa presidente brasileiro de 'distorcer e minimizar' a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870)
SBT News
Presidente Lula durante visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP) | Foto: Reprodução/X/@LulaOficial - 24.07.2026
A Câmara dos Deputados do Paraguai divulgou nesta quarta-feira (29) uma declaração de repúdioàs falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. O texto acusa Lula de "distorcer e minimizar" a dimensão histórica do conflito e de desconsiderar seus antecedentes e as consequências para o povo paraguaio.
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A declaração foi aprovada por unanimidade e reafirma o compromisso da Câmara com a preservação da memória histórica do Paraguai. Segundo o documento, o tema deve ser tratado com sensibilidade, respeito, responsabilidade e espírito de reconciliação, especialmente em consideração às vítimas da guerra.
O texto também pede ao governo do presidente Santiago Peña que faça gestões diplomáticas junto ao Brasil para recuperar o Canhão Cristiano e outros troféus de guerra paraguaios que permanecem no país. A Câmara afirma que a reivindicação não impede a manutenção de boas relações entre Brasil e Paraguai, mas defende que elas sejam pautadas por respeito recíproco, verdade histórica e boa-fé.
A reação ocorre após Lula usar a Guerra do Paraguai como argumento para defender investimentos brasileiros na área de defesa. A declaração do presidente foi feita na última sexta-feira (24), durante uma visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), empresa que produz mísseis, foguetes, sistemas militares e veículos especiais.
"Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos", afirmou Lula.
A fala já havia provocado reação de parlamentares paraguaios nos últimos dias. O presidente da Câmara, Raúl Latorre, acusou Lula de tratar com "leviandade" a maior tragédia da história do país e afirmou que a Guerra da Tríplice Aliança deixou o Paraguai devastado.
Outros deputados também criticaram as declarações do presidente brasileiro. Segundo eles, Lula simplificou as causas do conflito ao atribuir ao Paraguai a responsabilidade pela invasão dos países vizinhos e ignorou o contexto político e militar que antecedeu a guerra.
A Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870 e colocou o país contra a Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai. A crise que levou à guerra envolvia disputas políticas e militares na região do Prata, incluindo a intervenção brasileira no Uruguai.
Em dezembro de 1864, forças paraguaias invadiram a então província brasileira de Mato Grosso. No ano seguinte, tropas paraguaias avançaram pelo território argentino com o objetivo de chegar ao Rio Grande do Sul e ao Uruguai.
Câmara do Paraguai repudia fala de Lula sobre guerraTexto aprovado por unanimidade acusa presidente brasileiro de 'distorcer e minimizar' a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870)Mundo2026-07-29T21:01:15.884ZA Câmara dos Deputados do Paraguai divulgou nesta quarta-feira (29) uma às falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. O texto acusa Lula de "distorcer e minimizar" a dimensão histórica do conflito e de desconsiderar seus antecedentes e as consequências para o povo paraguaio. A declaração foi aprovada por unanimidade e reafirma o compromisso da Câmara com a preservação da memória histórica do Paraguai. Segundo o documento, o tema deve ser tratado com sensibilidade, respeito, responsabilidade e espírito de reconciliação, especialmente em consideração às vítimas da guerra. O texto também pede ao governo do presidente Santiago Peña que faça gestões diplomáticas junto ao Brasil para recuperar o Canhão Cristiano e outros troféus de guerra paraguaios que permanecem no país. A Câmara afirma que a reivindicação não impede a manutenção de boas relações entre Brasil e Paraguai, mas defende que elas sejam pautadas por respeito recíproco, verdade histórica e boa-fé. A reação ocorre após Lula usar a Guerra do Paraguai como argumento para. A declaração do presidente foi feita na última sexta-feira (24), durante uma visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), empresa que produz mísseis, foguetes, sistemas militares e veículos especiais. "Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos", afirmou Lula. A fala já havia provocado reação de parlamentares paraguaios nos últimos dias. O presidente da Câmara, Raúl Latorre, acusou Lula de tratar com "leviandade" a maior tragédia da história do país e afirmou que a Guerra da Tríplice Aliança deixou o Paraguai devastado. Outros deputados também criticaram as declarações do presidente brasileiro. Segundo eles, Lula simplificou as causas do conflito ao atribuir ao Paraguai a responsabilidade pela invasão dos países vizinhos e ignorou o contexto político e militar que antecedeu a guerra. A Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870 e colocou o país contra a Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai. A crise que levou à guerra envolvia disputas políticas e militares na região do Prata, incluindo a intervenção brasileira no Uruguai. Em dezembro de 1864, forças paraguaias invadiram a então província brasileira de Mato Grosso. No ano seguinte, tropas paraguaias avançaram pelo território argentino com o objetivo de chegar ao Rio Grande do Sul e ao Uruguai. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/camara-do-paraguai-repudia-fala-de-lula-sobre-guerra
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