Brasil deve endossar apenas 3 textos consensuados pelo G7
País deve rejeitar texto a respeito de minerais críticos, mas se encaminha para aderir a documento sobre combate ao tráfico de drogas


Presidente Lula participa da cúpula do G7 como convidado | Ricardo Stuckert/PR
O governo brasileiro deve aderir a apenas três dos oito textos que serão consensuados pelos membros do G7, como resultado da cúpula que está sendo realizada em Évian-les-Bains, na França.
O Brasil não faz parte do grupo dos sete países mais ricos do mundo e participa apenas como convidado pelos anfitriões. Por isso não participa das negociações para a elaboração dos documentos, mas pode aderir se concordar com os termos.
A anfitriã França divulgou os primeiros três textos que foram acordados pelos membros. Os brasileiros endossaram apenas um desses, que é referente ao combate ao câncer.
O Brasil não endossou um documento sobre colaboração internacional para o desenvolvimento global. Um dos argumentos, segundo auxiliares do presidente Lula, é que o texto não cita em momento algum a questão das mudanças climáticas, que é um ponto central para o Brasil.
Outro texto não endossado pelos brasileiros é referente ao combate à epidemia de Ebola, que afeta a República Democrática do Congo.
Os brasileiros concordam com a importância do tema. No entanto, o texto consensuado não cita a importância da OMS (Organização Mundial de Saúde), organização que foi duramente atingida pelo corte de financiamento dos americanos, que se retiraram dela.
A visão dos participantes da cúpula do G7 é de que essas omissões no texto, tanto da questão climática como da OMS, foram para evitar uma resistência do governo Donald Trump. Os aliados do bloco, em particular os europeus, buscavam usar a cúpula para construir novas pontes com Trump.
O Brasil também não deve aderir a um texto referente a minerais críticos, pois há a visão de que carrega uma visão crítica à China e busca excluir alguns atores.
Por outro lado, deve endossar um texto referente à proteção de menores no ambiente online e outro sobre combate ao narcotráfico. Em relação a esse último, no entanto, os assessores brasileiros vão esperar as últimas versões do texto, para se certificar de que não façam referência a crime organizado como forma de terrorismo.














