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Brasil condena invasão de base da ONU por Israel no Líbano; Itamaraty cita "violações sistemáticas"

"O governo brasileiro reitera a necessidade urgente de cessação das hostilidades", afirma Ministério das Relações Exteriores, em comunicado

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Felipe Moraes
14/10/2024, 14:29 • Atualizado em 14/10/2024, 14:43
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Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) | Divulgação/Pasqual Gorriz/ONU

Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) | Divulgação/Pasqual Gorriz/ONU

O Brasil voltou a condenar, pela terceira vez em cinco dias, ações militares de Israel contra base da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Em comunicado nesta segunda-feira (14), o Itamaraty criticou invasão desse domingo (13), repudiou o que chamou de "violações sistemáticas" ao espaço da ONU no país e reforçou, novamente, "necessidade urgente de cessação das hostilidades".

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"Dois tanques destruíram o portão principal e invadiram uma base da Unifil, onde ficaram 45 minutos, e disparos a tiros foram realizados nas proximidades. Trata-se do terceiro dia com registros de ataques de forças israelenses a integrantes ou instalações da UNIFIL desde a semana passada. Cinco integrantes da missão de paz foram feridos nesses ataques", lamentou o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O Itamaraty classificou como "absolutamente inaceitáveis" ataques deliberados "contra integrantes de missões de manutenção da paz e instalações da ONU".

"Constituem grave violação do Direito Internacional, do Direito Internacional Humanitário e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", alertou o MRE. O órgão ainda relembrou participação de militares brasileiros na Unifil, liderando força-tarefa marítima entre 2011 e 2021.

Na nota, o Itamaraty também "deplora" a manifestação do governo de Israel exigindo retirada da Unifil do sul do Líbano. "A missão apoia o governo do Líbano na restauração de sua autoridade na área; facilita o retorno de civis deslocados; presta assistência humanitária; e busca garantir que a área não seja usada por grupos armados", descreveu o MRE.

Veja nota do Itamaraty:

"O Brasil condena veementemente a invasão ontem, 13/10, de base da missão de paz da ONU no Líbano (UNIFIL) pelas forças armadas de Israel.

Dois tanques destruíram o portão principal e invadiram uma base da UNIFIL, onde ficaram 45 minutos, e disparos a tiros foram realizados nas proximidades. Trata-se do terceiro dia com registros de ataques de forças israelenses a integrantes ou instalações da UNIFIL desde a semana passada. Cinco integrantes da missão de paz foram feridos nesses ataques.

Ataques deliberados contra integrantes de missões de manutenção da paz e instalações da ONU são absolutamente inaceitáveis e constituem grave violação do Direito Internacional, do Direito Internacional Humanitário e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Como tradicional participante de forças de paz da ONU, incluída a UNIFIL, cuja força-tarefa marítima foi liderada por militares brasileiros entre 2011 e 2021, o Brasil repudia as violações sistemáticas verificadas nos últimos dias.

O governo brasileiro também deplora manifestação do governo israelense, na qual apela pela retirada da UNIFIL do sul do Líbano. A missão de paz foi estabelecida em 1978 pelo Conselho de Segurança e atua desde então na manutenção da paz e da segurança no sul do Líbano. A missão apoia o governo do Líbano na restauração de sua autoridade na área; facilita o retorno de civis deslocados; presta assistência humanitária; e busca garantir que a área não seja usada por grupos armados.

O governo brasileiro reitera a necessidade urgente de cessação das hostilidades."

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