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Beyoncé, Foo Fighters, Céline Dion: Trump é impedido de usar músicas em campanha eleitoral

Republicano também foi notificado pela família do falecido cantor de R&B Isaac Hayes por usar 134 vezes a música "Hold On, I'm Coming" sem autorização

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SBT News
26/08/2024, 15:29 • Atualizado em 26/08/2024, 15:29
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Donald Trump durante comício nos Estados Unidos | Reprodução/Twitter

Donald Trump durante comício nos Estados Unidos | Reprodução/Twitter

A menos de três meses das eleições nos Estados Unidos, o republicano Donald Trump enfrenta dificuldades para conseguir emplacar uma música como tema de sua campanha. Diferente da candidata democrata, Kamala Harris, que ganhou uma versão a capela da música 'Freedom' da cantora Beyoncé, o ex-presidente já foi alertado ao menos três vezes sobre o uso não autorizado de canções conhecidas pelo público.

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Foo Fighters

O último episódio aconteceu no fim de semana, durante um comício no estado do Arizona. Na ocasião, Robert F. Kennedy Jr. suspendeu sua candidatura presidencial e declarou apoio a Trump. O sobrinho do presidente John F. Kennedy subiu ao palco ao som de 'My Hero' da banda de rock Foo Fighters.

Questionada por um fã no X, antigo Twitter, a conta oficial da banda negou ter autorizado o uso da melodia, e reafirmou o posicionamento compartilhando a resposta com a declaração, 'Sejamos claros".

Céline Dion

Outra artista que usou as redes sociais para questionar o uso de sua música pelo magnata foi a cantora canadense Céline Dion. A música 'My Heart Will Go On', parte da trilha sonora do sucesso de bilheteria Titanic, tocou durante um comício de Trump e do seu candidato a vice-presidente, J.D.Vance, em Montana, no começo de agosto.

A equipe de gestão da carreira da cantora utilizou o Instagram para anunciar que não havia autorizado o uso da música pela campanha e afirmar que Céline “não endossa este ou qualquer uso semelhante".

"Hoje, a equipe de gestão de Céline Dion e sua gravadora, Sony Music Entertainment Canada Inc., tomaram conhecimento do uso não autorizado do vídeo, gravação, performance musical e imagem de Céline Dion cantando “My Heart Will Go On” em um comício de Donald Trump e JD Vance em Montana", afirmou.

A equipe ainda fez graça e questionou a escolha de uma música que remete ao naufrágio de um navio para uma campanha presidencial, finalizando o texto com "...E, de verdade, essa música?".

Beyoncé

Outro grande nome que teria proibido Trump de usar suas canções, é Beyoncé. Apesar de não ter se pronunciado publicamente, a equipe da cantora teria agido nos bastidores para retirar vídeos publicados por Steven Cheung, porta-voz de Trump, em que o candidato republicano aparece descendo de um avião com "Freedom" ao fundo.

Segundo os sites especializados Billboard e Rolling Stones, a gravadora de Beyoncé agiu rapidamente para impedir o uso, resultando na exclusão do vídeo das redes sociais. Há rumores ainda que Adele e os Rolling Stones também vetaram o uso de suas músicas por Trump.

Isaac Hayes e Neil Young

A disputa eleitoral, inclusive, tem se utilizado dessa batalha musical. O candidato a vice-presidente de Kamala, Tim Walz, deixou o palco da Convenção Nacional Democrata, na última semana, ao som de “Rockin’ in the Free World” de Neil Young.

Essa mesma música foi usada por Trump na eleição de 2015 e 2020, sob protestos do artista, que chegou a processar o republicano em 2020, mas acabou desistindo da disputa judicial. Na época, Young afirmou que não podia permitir que sua música, que critica a falta de moradia e o vício em drogas nos EUA, fosse usada para uma campanha "antiamericana".

Nem mesmo artistas já falecidos ficaram de fora da polêmica. A família do cantor de R&B Isaac Hayes, morto em 2008, conseguiu uma audiência de emergência em sua demanda de US$ 3 milhões contra Trump por usar continuamente a música "Hold On, I'm Coming", coescrita por Hayes com David Porter e interpretada pela dupla Sam & Dave, sem autorização.

Em uma publicação no Instagram, o responsável pelo espólio de Isaac Hayes, o filho dele, Isaac Hayes III, afirmou que a música do pai foi tocada “mais de 134 vezes” em comícios de Trump mesmo "após terem sido avisados para parar inúmeras vezes". A audiência de emergência está marcada para 3 de setembro.

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