Beyoncé, Foo Fighters, Céline Dion: Trump é impedido de usar músicas em campanha eleitoral
Republicano também foi notificado pela família do falecido cantor de R&B Isaac Hayes por usar 134 vezes a música "Hold On, I'm Coming" sem autorização
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SBT News
Donald Trump durante comício nos Estados Unidos | Reprodução/Twitter
A menos de três meses das eleições nos Estados Unidos, o republicano Donald Trump enfrenta dificuldades para conseguir emplacar uma música como tema de sua campanha. Diferente da candidata democrata, Kamala Harris, que ganhou uma versão a capela da música 'Freedom' da cantora Beyoncé, o ex-presidente já foi alertado ao menos três vezes sobre o uso não autorizado de canções conhecidas pelo público.
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Questionada por um fã no X, antigo Twitter, a conta oficial da banda negou ter autorizado o uso da melodia, e reafirmou o posicionamento compartilhando a resposta com a declaração, 'Sejamos claros".
Céline Dion
Outra artista que usou as redes sociais para questionar o uso de sua música pelo magnata foi a cantora canadense Céline Dion. A música 'My Heart Will Go On', parte da trilha sonora do sucesso de bilheteria Titanic, tocou durante um comício de Trump e do seu candidato a vice-presidente, J.D.Vance, em Montana, no começo de agosto.
A equipe de gestão da carreira da cantora utilizou o Instagram para anunciar que não havia autorizado o uso da música pela campanha e afirmar que Céline “não endossa este ou qualquer uso semelhante".
"Hoje, a equipe de gestão de Céline Dion e sua gravadora, Sony Music Entertainment Canada Inc., tomaram conhecimento do uso não autorizado do vídeo, gravação, performance musical e imagem de Céline Dion cantando “My Heart Will Go On” em um comício de Donald Trump e JD Vance em Montana", afirmou.
A equipe ainda fez graça e questionou a escolha de uma música que remete ao naufrágio de um navio para uma campanha presidencial, finalizando o texto com "...E, de verdade, essa música?".
Beyoncé
Outro grande nome que teria proibido Trump de usar suas canções, é Beyoncé. Apesar de não ter se pronunciado publicamente, a equipe da cantora teria agido nos bastidores para retirar vídeos publicados por Steven Cheung, porta-voz de Trump, em que o candidato republicano aparece descendo de um avião com "Freedom" ao fundo.
Segundo os sites especializados Billboard e Rolling Stones, a gravadora de Beyoncé agiu rapidamente para impedir o uso, resultando na exclusão do vídeo das redes sociais. Há rumores ainda que Adele e os Rolling Stones também vetaram o uso de suas músicas por Trump.
Isaac Hayes e Neil Young
A disputa eleitoral, inclusive, tem se utilizado dessa batalha musical. O candidato a vice-presidente de Kamala, Tim Walz, deixou o palco da Convenção Nacional Democrata, na última semana, ao som de “Rockin’ in the Free World” de Neil Young.
Essa mesma música foi usada por Trump na eleição de 2015 e 2020, sob protestos do artista, que chegou a processar o republicano em 2020, mas acabou desistindo da disputa judicial. Na época, Young afirmou que não podia permitir que sua música, que critica a falta de moradia e o vício em drogas nos EUA, fosse usada para uma campanha "antiamericana".
Nem mesmo artistas já falecidos ficaram de fora da polêmica. A família do cantor de R&B Isaac Hayes, morto em 2008, conseguiu uma audiência de emergência em sua demanda de US$ 3 milhões contra Trump por usar continuamente a música "Hold On, I'm Coming", coescrita por Hayes com David Porter e interpretada pela dupla Sam & Dave, sem autorização.
Em uma publicação no Instagram, o responsável pelo espólio de Isaac Hayes, o filho dele, Isaac Hayes III, afirmou que a música do pai foi tocada “mais de 134 vezes” em comícios de Trump mesmo "após terem sido avisados para parar inúmeras vezes". A audiência de emergência está marcada para 3 de setembro.
Beyoncé, Foo Fighters, Céline Dion: Trump é impedido de usar músicas em campanha eleitoralRepublicano também foi notificado pela família do falecido cantor de R&B Isaac Hayes por usar 134 vezes a música "Hold On, I'm Coming" sem autorizaçãoMundo2024-08-26T15:29:46.391ZA menos de três meses das eleições nos Estados Unidos, o republicano enfrenta dificuldades para conseguir emplacar uma música como tema de sua campanha. Diferente da candidata democrata, , que ganhou uma versão a capela da música 'Freedom' da cantora Beyoncé, o ex-presidente já foi alertado ao menos três vezes sobre o uso não autorizado de canções conhecidas pelo público. Foo Fighters O último episódio aconteceu no fim de semana, durante um comício no estado do Arizona. Na ocasião,. O sobrinho do presidente John F. Kennedy subiu ao palco ao som de 'My Hero' da banda de rock . Questionada por um fã no X, antigo Twitter, a conta oficial da banda negou ter autorizado o uso da melodia, e reafirmou o posicionamento compartilhando a resposta com a declaração, 'Sejamos claros". Céline Dion Outra artista que usou as redes sociais para questionar o uso de sua música pelo magnata foi a cantora canadense . A música 'My Heart Will Go On', parte da trilha sonora do sucesso de bilheteria Titanic, tocou durante um comício de Trump e do seu candidato a vice-presidente, , em Montana, no começo de agosto. A equipe de gestão da carreira da cantora utilizou o Instagram para anunciar que não havia autorizado o uso da música pela campanha e afirmar que Céline “não endossa este ou qualquer uso semelhante". "Hoje, a equipe de gestão de Céline Dion e sua gravadora, Sony Music Entertainment Canada Inc., tomaram conhecimento do uso não autorizado do vídeo, gravação, performance musical e imagem de Céline Dion cantando “My Heart Will Go On” em um comício de Donald Trump e JD Vance em Montana", afirmou. A equipe ainda fez graça e questionou a escolha de uma música que remete ao naufrágio de um navio para uma campanha presidencial, finalizando o texto com "...E, de verdade, essa música?". Beyoncé Outro grande nome que teria proibido Trump de usar suas canções, é Beyoncé. Apesar de não ter se pronunciado publicamente, a equipe da cantora teria agido nos bastidores para retirar vídeos publicados por Steven Cheung, porta-voz de Trump, em que o candidato republicano aparece descendo de um avião com "Freedom" ao fundo. Segundo os sites especializados Billboard e Rolling Stones, a gravadora de Beyoncé agiu rapidamente para impedir o uso, resultando na exclusão do vídeo das redes sociais. Há rumores ainda que Adele e os Rolling Stones também vetaram o uso de suas músicas por Trump. Isaac Hayes e Neil Young A disputa eleitoral, inclusive, tem se utilizado dessa batalha musical. O candidato a vice-presidente de Kamala, , deixou o palco da Convenção Nacional Democrata, na última semana, ao som de “Rockin’ in the Free World” de Neil Young. Essa mesma música foi usada por Trump na eleição de 2015 e 2020, sob protestos do artista, que chegou a processar o republicano em 2020, mas acabou desistindo da disputa judicial. Na época, Young afirmou que não podia permitir que sua música, que critica a falta de moradia e o vício em drogas nos EUA, fosse usada para uma campanha "antiamericana". Nem mesmo artistas já falecidos ficaram de fora da polêmica. A família do cantor de R&B Isaac Hayes, morto em 2008, conseguiu uma audiência de emergência em sua demanda de US$ 3 milhões contra Trump por usar continuamente a música "Hold On, I'm Coming", coescrita por Hayes com David Porter e interpretada pela dupla Sam & Dave, sem autorização. Em uma publicação no Instagram, o responsável pelo espólio de Isaac Hayes, o filho dele, Isaac Hayes III, afirmou que a música do pai foi tocada “mais de 134 vezes” em comícios de Trump mesmo "após terem sido avisados para parar inúmeras vezes". A audiência de emergência está marcada para 3 de setembro. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/beyonce-foo-fighters-celine-dion-trump-e-impedido-de-usar-musicas-em-campanha-eleitoral
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