Bebês prematuros dividem máscaras de oxigênio em hospitais superlotados em Gaza
Unicef afirma que Israel impediu quatro tentativas de resgate de incubadoras; OMS alerta para aumento de partos prematuros e colapso no sistema de saúde
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SBT News, com informações da Reuters
07/10/2025, 20:40 • Atualizado em 07/10/2025, 20:40
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Bebês prematuros são retirados da Cidade de Gaza e enviados para o sul | Foto: reprodução/Reuters
Israel temnegado repetidamente a permissão para a transferência de incubadoras de um hospital fechado no norte da Faixa de Gaza, segundo um funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira (7). A restrição agrava a crise nos hospitais superlotados do sul, onde recém-nascidos prematuros agora compartilham máscaras de oxigênio e leitos.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dois anos de guerra entre Israel e o Hamas elevaram os índices de estresse e desnutrição entre gestantes, resultando em um aumento de nascimentos prematuros e bebês com baixo peso.
Um bombardeio israelense no mês passado levou ao fechamento de hospitais na Cidade de Gaza, intensificando a superlotação das unidades ainda em funcionamento no sul.
James Elder, porta-voz do Unicef, descreveu à Reuters cenas de mães e bebês alinhados nos corredores do Hospital Nasser, no sul do território. Segundo ele, prematuros dividem máscaras de oxigênio e camas, enquanto equipamentos vitais permanecem inutilizados em hospitais fechados no norte.
"Estamos tentando recuperar incubadoras de um hospital evacuado, mas já tivemos quatro missões negadas”, disse Elder, referindo-se ao Hospital Infantil Al-Rantissi, em Gaza. “Em uma das salas de pediatria, havia três bebês e três mães em uma única cama, uma única fonte de oxigênio. As mães alternavam o oxigênio por 20 minutos para cada criança. Esse é o nível de desespero a que chegaram."
O Cogat, órgão militar israelense responsável por supervisionar o fluxo de ajuda humanitária, não respondeu a pedidos de comentário. Israel afirma que permite a entrada de ajuda, mas a controla para evitar o desvio pelo Hamas, a quem atribui a responsabilidade pela crise.
Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Israel negou ou impediu 45% das cerca de 8 mil missões humanitárias solicitadas desde 7 de outubro de 2023.
O Unicef pede a retirada urgente de bebês doentes e prematuros dos hospitais do norte. A OMS informou que conseguiu transferir três deles para o sul na semana passada, mas um morreu antes da operação. Apenas 14 dos 36 hospitais de Gaza continuam funcionando parcialmente.
Bebês prematuros dividem máscaras de oxigênio em hospitais superlotados em GazaUnicef afirma que Israel impediu quatro tentativas de resgate de incubadoras; OMS alerta para aumento de partos prematuros e colapso no sistema de saúdeMundo2025-10-07T20:40:01.048ZIsrael tem negado repetidamente a permissão para a transferência de incubadoras de um hospital fechado no norte da Faixa de Gaza, segundo um funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira (7). A restrição agrava a crise nos hospitais superlotados do sul, onde recém-nascidos prematuros agora compartilham máscaras de oxigênio e leitos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elevaram os índices de estresse e desnutrição entre gestantes, resultando em um aumento de nascimentos prematuros e bebês com baixo peso. Um bombardeio israelense no mês passado levou ao fechamento de hospitais na Cidade de Gaza, intensificando a superlotação das unidades ainda em funcionamento no sul. James Elder, porta-voz do Unicef, descreveu à Reuters cenas de mães e bebês alinhados nos corredores do Hospital Nasser, no sul do território. Segundo ele, prematuros dividem máscaras de oxigênio e camas, enquanto equipamentos vitais permanecem inutilizados em hospitais fechados no norte. "Estamos tentando recuperar incubadoras de um hospital evacuado, mas já tivemos quatro missões negadas”, disse Elder, referindo-se ao Hospital Infantil Al-Rantissi, em Gaza. “Em uma das salas de pediatria, havia três bebês e três mães em uma única cama, uma única fonte de oxigênio. As mães alternavam o oxigênio por 20 minutos para cada criança. Esse é o nível de desespero a que chegaram." O Cogat, órgão militar israelense responsável por supervisionar o fluxo de ajuda humanitária, não respondeu a pedidos de comentário. Israel afirma que permite a entrada de ajuda, mas a controla para evitar o desvio pelo Hamas, a quem atribui a responsabilidade pela crise. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Israel negou ou impediu 45% das cerca de 8 mil missões humanitárias solicitadas desde 7 de outubro de 2023. O Unicef pede a retirada urgente de bebês doentes e prematuros dos hospitais do norte. A OMS informou que conseguiu transferir três deles para o sul na semana passada, mas um morreu antes da operação. Apenas 14 dos 36 hospitais de Gaza continuam funcionando parcialmente. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/bebes-prematuros-dividem-mascaras-de-oxigenio-em-hospitais-superlotados-em-gaza
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