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Aviões dos EUA deixam a Espanha após governo afirmar que bases não podem ser usadas para ataques

No domingo (1º), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, permitiu que os EUA usem bases aéreas para "ataque defensivo"

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Boeing da Força Aérea dos EUA na base aérea de Morón, Espanha, em agosto de 2021 | Marcelo del Pozo/Reuters
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Quinze aeronaves americanas deixaram as bases militares de Rota e Morón, no sul da Espanha, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no fim de semana, segundo mapas divulgados nesta segunda-feira (2) pelo site de rastreamento de voos FlightRadar24.

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O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, afirmou que a Espanha não permitirá que suas bases militares, operadas em conjunto pelos EUA e pela Espanha, mas sob soberania espanhola, sejam usadas para ataques contra o Irã.

A Espanha condenou os ataques. "As bases espanholas não estão sendo usadas para esta operação e não serão usadas para nada que não esteja incluído no acordo com os Estados Unidos ou para nada que não esteja de acordo com a Carta das Nações Unidas", disse Albares, em entrevista à emissora espanhola Telecinco.

O site de rastreamento FlightRadar24 mostrou que nove aviões-tanque partiram no domingo da base aérea de Morón, no sul da Espanha, em direção à Alemanha.

Inglaterra

Na noite de domingo (1º), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, permitiu que os Estados Unidos usem bases aéreas britânicas para qualquer "ataque defensivo" que os EUA queiram realizar contra alvos iranianos.

Segundo informações obtidas pela Reuters, a Grã-Bretanha inicialmente negou permissão aos EUA para realizar ataques aéreos a partir de suas bases e não esteve envolvida nas ações conjuntas EUA-Israel contra o Irã.

No ataque, mais de 40 líderes do Irã morreram. Entre eles, o líder supremo do país, Ali Khamenei.

A ação EUA-Israel começou no sábado (28). Irã revidou, lançando mísseis contra bases militares americanas no Oriente Médio. Ataques de ambos os lados continuam.

Nesta segunda-feira (2), militantes do grupo Hezbollah, aliado de Teerã, lançaram foguetes e drones contra o norte de Israel. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram que interceptaram a maioria dos drones, enquanto alguns foguetes caíram em área aberta, sem deixar feridos.

Em resposta, os israelenses lançaram ataques contra alvos do Hezbollah em todo o Líbano, onde o grupo é dominante, incluindo a capital, Beirute. Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas.

Dados da organização humanitária Crescente Vermelho apontam que 555 pessoas morreram em decorrência do ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os EUA alegam que atacaram o Irã porque o país estaria desenvolvendo um arsenal nuclear. O Irã nega.

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